terça-feira, 28 de junho de 2016

Belas, descaradas e dos "faço o que eu quero nessa porra!".




Olá Grifos! o/
Esses dias eu aprendi "Como ser solteira" e vim dividir meus conhecimentos e impressões com vocês. Let's go bitches! <3




1. Antes de ver o filme:




Quando vi o trailer eu meio que pirei porque eu amo de coração a Dakota e a Rabel, as atrizes que protagonizaram o filme. Ao primeiro trailer você tem certeza que o filme vai ser muito, muito divertido, principalmente por causa da Rabel, que tem mais experiencia com comedia. Um filme também sobre romance, e talvez se você não é fã de nenhuma das atrizes ou atores o filme poderia passar batido.
Ai esta pessoa que vós escreve, como uma boa fã de "50 tons de cinza" e "A escolha Perfeita", os respectivos trabalhos anteriores das minas; quis muito ir assistir no cinema e legendado mas, não deu...




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Serie: Belas, recatadas e do "lar"? Será? #CoragemEAmorPraVida





Maria Bonita era uma mulher corajosa, decidida, acima de tudo apaixonada pelo homem que ela decidiu seguir. Foi menina, criança, amiga, companheira e mãe. Tomou banho de chuva, se molhou em biqueiras e barreiros, fez bonecas de pano e de milho, correu, caiu levantou, amou, sofreu, sorriu, chorou, colheu flores, sentiu o calor causticante do sertão, divisou o verde em certos momentos, foi amada, ferida, feliz e sofrida, foi mulher sertaneja, de brio, forte, serena, severa, amamentou, partiu, voltou, tombou crivada de balas, uma mulher comum, porém com uma história diferenciada de todas as outras de sua época e de seu convívio.
Declaração de João de Sousa Lima, Pesquisador do cangaço brasileiro.
Maria Gomes de Oliveira foi a primeira mulher no cangaço de que se tem noticia, nascida no dia 8 de Março de 1911, no interior da Bahia. Ao entrar para o cangaço passou a ser "Rainha do cangaço" e recebeu o apelido de Maria Bonita da imprensa, que nem ao menos nordestina era. Maria Bonita abriu espaço para que outras mulheres entrassem para o cangaço, esse foi um novo e muito importante capitulo para a historia do movimento.




Não podia deixar de falar da Maria Bonita nesse especial, uma mulher realmente forte; não só porque ela sabia como usar uma peixeira, e tinha uma boa noção de métodos de tortura mas, teve a coragem de fazer tudo aquilo que outras mulheres talvez não tivesse a mesma coragem de fazer em sua época, depois de separar do primeiro marido apaixonou - se por Lampião que passara por seu povoado, no interior da Bahia, entrou para o cangaço e viveu por cerca de dez anos com seu marido.

Obviamente não eram um casal da família tradicional brasileira, eram os lideres de um dos maiores grupos de cangueireiros do nordeste e do Brasil, O movimento do cangaço começou por volta de meados do seculo XIX, e perdurou ate meados do seculo XX, os momentos mais difíceis de seca no Nordeste era sempre de maior atividade dos cangaceiros que roubavam, matavam e sequestravam coronéis e pessoas mais influentes, trabalhando muitas vezes pago pelos coronéis locais para dar fim em seus inimigos. O grupo de Lampião e Maria Bonita foi mais ativo entre 1920 e 1930.




Mas, o leitor Grifo, esperto pode perguntar: "Mas, ela não era uma criminosa? Como ela pode ser um exemplo?" sim, ela compactuou com muitos atos criminosos mas, em meio a uma realidade dolorosa de fome e seca e descaso do governo com o nordeste, a sobrevivência era o mais importante; sem contar com as intrigas politicas e a imagem dúbia que o cangaço e seus representantes tinham, para uns defensores honrados para outros bandidos vis e sanguinários. O leitor decide no que acreditar.

Ambos passaram a ser um marca na historia brasileira e sua historia é romantizada ate os dias de hoje, caso o leitor queira saber um pouco mais sobre o assunto temos aqui um pequeno Documentário. E para encerrar uma coreografia fofa com inspiração na historia de Maria Bonita e seu Lampião.


sábado, 25 de junho de 2016

Ninfomaníaca, cultura do estupro e outras coisas


Em 2013, no Brasil em 2014, saiu o filme Ninfomaníaca do Lars Von Trier...  Não, não vim fazer uma crítica sobre o filme. Considere isso apenas como uma conversa. Vamos lá.

 Vi muitos comentários detonando o filme, dizendo que não passa de uma pornografia de mal gosto, e coisas piores. Como também tiveram notícias de pessoas desmaiando no cinema (aqui), que pode ter um pouco de sensacionalismo, não sei. 

Mas, quem é a ninfomaníaca do título do filme? A protagonista? Ela é a pervertida? A escoria? Devassa?! O problema é que ela não faz isso sozinha. "Sexo é dois." A sociedade tem esse hábito de culpar a mulher por fazer sexo. Pra mim, o filme ficou gritando que ninfomaníaca não era só "aquela mulher", mas toda sociedade, mesmo esta recusando isso, mesmo sentindo até nojo.


Nojo? Como assim? É só reparar nos palavrões, por exemplo; a maioria deles são relacionados ao sexo, e de uma maneira pejorativa. E tem até aquelas pessoas que evitam falar essas palavras, mesmo sem deixar de xingar, claro. O problema não é o sentimento do palavrão em si, é só as palavras que lembram sexo que não pode.

domingo, 19 de junho de 2016

Grifo nosso: Plath & ...


Opa, Grifos! Hoje vim falar sobre poesia - "ECA!"

Que isso jove'?

Esse texto é pra quem tem aquele preconceitinho, preconceitozinho, qual o diminutivo dessa merda?, que acha que poesia é só um negócio meloso e sem sentido, que é só sobre o povo se lamentando de amor, que não fala de mais nada, cheio de frescura... um negócio de "mulherzinha". Venha cá, vamos conversar. 

Herr leitor, pra começar: um poema da Sylvia Plath, que na verdade é a unica coisa que li dela, por enquanto. A Sylvia foi um escritora norte americana que viveu entre as décadas de 30 e 60 (do século XX, ok?). Acho que a obra mais conhecida dela é o romance A Redoma de Vidro.

O outro poema é... como ainda não escolhi, vamos logo falar sobre o primeiro. 

Obs: Herr = senhor em alemão ;P


LADY LAZARUS

Tentei outra vez.
Um ano em cada dez
Eu dou um jeito —

Um tipo de milagre ambulante, minha pele
Brilha feito abajur nazista,
Meu pé direito

Peso de papel,
Meu rosto inexpressivo, fino
Linho judeu.

terça-feira, 14 de junho de 2016

O lado errado da cerca - O menino do pijama listrado




Não sei por onde começar... O livro é tão curto, não sei o que seria spoiler. Não sei como cabem tantas coisas em pouco mais de 180 páginas. É tão cruel ver essa história (esse tema) da perspectiva inocente de um garoto de 9 anos. 

Saiba que adorei até a orelha do livro: "Caso você comece a lê-lo, embarcará em uma jornada ao lado de um garoto de nove anos chamado Bruno (embora este livro não seja recomendado a garotos de nove anos). E cedo ou tarde chegará com Bruno a uma cerca". 

Confesso que já tinha assistido ao filme, então já sabia do que se tratava a história... longe de isso ter estragado a experiência de ler o livro, mas vou seguir as ordens indiretas da orelha do livro e tentar não entregar muita coisa pra vocês. Pelo menos num futuro previsível vou me conter ;)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Puzur e o Espadachim de Carvão


Eeeeh Grifos. De volta à Kurgala, de volta ao universo criado pelo Affonso Solano. Agora é sobre o segundo livro As Pontes de Puzur

A primeira coisa que tenho pra falar, e que acho que esqueci de comentar quando falei do livro 1 (O Espadachim de Carvão <ali), são as frases de começo de capítulo retiradas de livros fictícios, algo do tipo (faça uma voz dramática): "Venenoso é o sangue de um coração traído" (pág. 107) ou "Se agarrar ao ódio é como segurar um carvão em brasa para jogá-lo em alguém: você é quem acaba ferido" (pág. 123) ou "Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo" ops este último é do Minutos de Sabedoria >_<

Em frente... A narração do Affonso me lembra muito a do Robert E. Howard o autor do Conan, o Bárbaro mesmo eu tendo lido dele só... sei lá... o conto Rosto de Caveira e alguns outros. Talvez seja por causa da coisa meio "capa e espada" do livro, as narrações das lutas e tudo mais. Realmente não sei, queria só compartilhar isso.

- Ninzunas precisam de um fazendeiro para mantê-las na fila até o curral - explicou o ladrão. - Mas nós? Ah, não, nós mantemos nosso próprio grupo ordenado, apontado e condenado aqueles que pensam diferente, que ousam considerar outro caminho... Nos comparamos aos animais quando queremos nos ridicularizar, ignorando que somos escravos ainda mais eficientes.

Página 41

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...