domingo, 17 de setembro de 2017

"Sou Moana" e a esperança nos nossos corações...



Olá Grifos, como estão? Então... precisamos falar da Moana! <3
Eu esperei para assistir com meus irmão porque eu tinha prometido mas valeu muito a pena!<3
Uma "princesa"? Não, uma mulher, uma líder e uma guerreira! Ai meu deus! Eu ainda tô jogada!


Uma sinopse resumida: Moana é a próxima líder de seu povo que vive em uma pequena ilha de nome complicado em meio a um lindo arquipélago, onde estão acontecendo estranhos fenômenos naturais como se a natureza estivesse morrendo. Segundo a lenda isso é porque a ilha mãe Te Fiti teve seu coração roubado pelo semideus Maui e Moana foi escolhida pelo oceano, isso mesmo pelo oceano para resolver toda essa treta! U_U


 Sabe aquele sentimento de fazer parte de algo maior, da sua ancestralidade? Pois é... esse foi o sentimento que eu tive assistindo Moana. Quem não assistiu talvez não entenda mas vejam essa música:


É uma mensagem muito clara: "Você é capaz de fazer algo grande como seus ancestrais!" e eu nem chorei só fiquei toda me tremendo! <3


Gente, o processo de autoconhecimento e as escolhas que a Moana faz, mostram o crescimento de uma personagem que já era maravilhosa! Nos mostra também que precisamos viver nossas próprias experiencias e colocar a cara no sol mesmo. Mas o mais importante: A representatividade de uma comunidade onde mulheres e homens são iguais, desempenham as mesmas funções e se respeitam mutualmente... isso é que é lindo! Quando a Disney faz uma animação assim nós podemos ter esperança na humanidade... só talvez! <3


Como deu pra notar eu amei o filme de verdade. Acho que Moana merece todos os prêmios só por abrir os olhos! <3 hahahahaha É isso gente. Até mais! o/

P.S. Eu juro que eu sei que o foco da animação não é esse mas eu shippei a Moana com o Maui tanto que eu quase morri! Aaaaaahhhhh! <3 Ai fiquei que nem doida procurando fanart no Google:



Até mais Grifos! o/

domingo, 10 de setembro de 2017

Falar é a melhor solução!

Olá, pessoal, como estão? 💛

Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Durante o mês, em nosso país, estão acontecendo diversas ações em prol da sensibilização quanto ao assunto. Todos nós podemos ajudar, seja divulgando o site/telefone do Centro de Valorização da Vida, quanto outros serviços de atenção à saúde mental.

E pensando nesses serviços, fiz uma pesquisa e descobri que 28 hospitais universitários filiados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) oferecem tratamento psicossocial com equipes multiprofissionais - médicos, psiquiatras, psicólogos, terapeutas dentro outros profissionais. 

Aqui vai a lista dos hospitais por região:

Região Norte:
  • Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-UFAM)
  • Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (HUBFS-UFPA)
  • Hospital Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará (HUJBB-UFPA)
Região Nordeste:
  • Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia (Hupes-UFBA)
  • Maternidade Climério de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia (MCO-UFBA)
  • Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (HUWC-UFC)
  • Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba (HULW-UFPB)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf)
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)
  • Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN)
  • Hospital Universitário Ana Bezerra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huab-UFRN)
  • Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS)
PS: A Universidade Federal do Piauí, através da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC), disponibiliza apoio psicológico aos alunos da instituição, mas estende o serviço à comunidade teresinense como um todo. Eu, Carol, faço uso do serviço e tem sido de grande importância para mim! Para mais informações, acesse ao site.

Região Centro-Oeste:
  • Hospital Universitário da Universidade de Brasília (HUB-UNB)
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG)
  • Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD)
Região Sudeste:
  • Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-UFES)
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG)
  • Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF)
  • Hospital Universitário Antonio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (Huap-UFF)
  • Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUGG-Unirio)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar)
Região Sul:
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR)
  • Maternidade Victor Ferreira do Amaral, da Universidade Federal do Paraná (MVFA-UFPR)
  • Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel)
  • Hospital Universitário de Santa Maria, da Universidade Federal de Santa Maria (Husm-UFSM)
As fontes das informações citadas anteriormente você encontra aqui e aqui. Se você conhece algum desses serviços, não deixe de divulgar. Vamos encorajar todxs que precisem a não deixarem de buscar ajuda!

{Carol}

Agarra, Grifo - Nossa Wishlist #5 Cor de Rosa Choque


Olá Grifos, então... esse Agarra Grifo vai ser um pouco diferente, pretendemos aqui falar de livros que remetem a grandes exemplos de força e garra femininos por isso o primeiro livro não podia ser outro:

Rita Lee: uma autobiografia:


Me lembro de escutar Rita Lee desde muito jovem, a primeira música que eu ouvi foi "Erva venenosa", com 12 anos. Claro que eu não sabia do que se tratava mas já amava! <3
Desde então eu admirava a ousadia da Rita e todo o talento dela mas eu nunca procurei saber mais, nunca investiguei obsessivamente (como é habitual, quando eu gosto de alguém ou de algo) e eis que a própria Rita resolve me contar toda a sua historia, claro que essa autobiografia estaria aqui. <3


O castelo de papel - Mary Del Priore:


Esse é aquele livro que quando eu vejo nas livrarias aqui da minha cidade eu babo em cima dele e choro num canto escuro por causa do preço...
A Mary é aquele primeiro exemplo de mulher, historiadora e escritora que chegou a algum lugar, que conquistou seu espaço em um mundo e em um ramo ainda muito masculino; embora eu conheça muito mais mulheres que homens formadas em historia, durante todo o curso quase tudo de teoria e se métodos que estudamos foram teóricos e estudiosos homens! 
Ainda por cima falando de uma figura feminina muito ambígua na história brasileira, a Princesa Isabel; se vocês param pra pensar vocês só vão lembrar da abolição da escravatura e é certo que essa mulher não se resumia a esse evento e esse ultimo teve muito mais causas e consequências do que a história brasileira gostaria de admitir.


A imperatriz de ferro: A concubina que criou a China moderna - Jung Chang


Não podia deixa meu lado otaku da cultura asiatica de lado, essa autora muito me interessa desde que eu conheci, porém ainda não comprei também, seu outro livro "Cisnes Selvagens", atraves de um podcast sobre literatura japonesa, se não me engano...
Bom esse livro aqui listado conta a historia de uma concubina que faz de tudo para colocar seu filho no poder depois da morte do imperador chines, não me peça mais detalhes porque eu não li então não me julguem... U_U É um livro sobre uma mulher forte e decida, escrito por uma mulher na Asia. Isso é o bastante para me cativar. <3

Agora uma música para me despedir, pode entrar Rita Lee:


Ate mais Grifos! o/

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Lista Negra, de Jennifer Brown.

ATENÇÃO: o principal objetivo do projeto #LendoSetembroAmarelo é sensibilizar e ajudar na divulgação de informações a respeito do suicídio. O livro indicado abaixo contém possíveis gatilhos, então peço gentilmente que antes de optar pela leitura, leve em consideração os seus sentimentos e não se force a uma situação de desconforto e mal estar. 

Olá, galerinha, tudo bem? Desejo que sim💛Acomode-se aí onde estiver pois hoje quero não apenas lhe contar uma história, mas sim conversar a respeito da mesma. Antes de tudo, porém, quero lhe fazer uma proposta: feche os olhos por alguns segundos e recorde de sua adolescência - caso ainda se encontre nesta fase, basta se lembrar de sua semana, do seu ano letivo, do ano passado, enfim, qualquer acontecimento recente. O que você vê? Muita coisa, posso afirmar. Pois bem, eu consigo visualizar inúmeras situações, desde a primeira (e única) música que compus quando senti a primeira desilusão amorosa, o quão mal eu me relacionava com a matemática, a saudade de minha mãe que morou por alguns anos em outra cidade, as pessoas que conheci, sendo que muitas permanecem comigo até hoje, a primeira festa, as piadinhas ofensivas vindas de garotos de outras séries, as expressões de zombaria que via no rosto de garotos e garotas de séries à minha frente porque eu havia feito uma franja no cabelo ou andava de um jeito "esquisito"...  Parte de tudo o que descrevi anteriormente vivi/senti na escola. Essa instituição que tem grande participação e significado em nosso crescimento e amadurecimento. Então sim, eu aprendi bastante: com professorxs, colegas e amigxs. Eu vivi momentos felizes. Momentos muito felizes. Mas também vivenciei situações de desconforto, vergonha, tristeza e raiva. Assim como acredito que você também tenha vivenciado, ainda que com suas particularidades. Assim como os personagens da história que irei compartilhar a partir de agora.


Violet e Nick são estudantes do Colégio de Garvin. Namoram há três anos e possuem uma relação onde compreensão e carinho prevalecem, fazendo com que se apoiem e sejam suporte um para o outro frente aos problemas que enfrentam: em casa, Violet vê o casamento de seus pais desmoronar um pouco mais a cada dia; Nick parece ter uma relação distante com a mãe. E a escola, por vezes, parece mais um inferno para os dois já que são constantemente alvos de provocações e insultos. A garota decide então começar uma lista onde anota o nome de cada pessoa que a fere ou incomoda. Nick acaba por descobrir a lista e também faz suas contribuições. 

Lembro que quando tinha uns doze anos também possuía a minha lista, ela se dividia em amigos, colegas e "inimigos". Para mim, hoje, a ideia soa bastante cômica e até imatura, mas na época fazia sentido pois eu gostava de lembrar a mim mesma quem valia a pena e quem eu gostaria de não ter de ver/conviver. E é assim que Violet e Nick se sentem: eles querem não ter de lidar com aquelas pessoas. Desejam apenas que parem, que os deixem em paz. Mas a situação sai de controle quando um dia o garoto entra na escola portando um arma e comete uma chacina, assassinando alguns dos nomes contidos na lista. Violet consegue pará-lo e acaba sendo atingida na coxa e então Nick parece sair de um transe, encarando a namorada e parecendo absorver o que acontecera. Segundos depois, ele dispara contra si.

A história segue nos mostrando como Violet está lidando com a dor da perda de Nick, com o questionamento do porquê ele ter chegado a tal extremo, a culpa pelo que acontecera, os julgamentos não somente da polícia e mídia locais, mas dos pais, colegas e até dela para consigo...

A leitura por vezes me causou aflição. Me coloquei no lugar de Violet, sentindo o peso do mundo nas costas enquanto encarava novamente as pessoas da escola, incluindo amigos seus e de Nick. Em casa, ela também lidava com o distanciamento do pai e via/sentia a sobrecarga emocional com a qual sua mãe e até seu irmão, Frankie, lidavam.

Mas a arte e a terapia tornam-se os refúgios e recomeço da garota. Dr Hieler, o terapeuta, é o único que parece confiar plenamente nela e está determinado a fazê-la se redescobrir e lidar não apenas consigo, mas com todas as mudanças ao seu redor. É, de longe, o meu personagem favorito. Talvez por ser psicóloga, Jennifer utiliza a figura do terapeuta para reforçar a importância de ajuda profissional. Bea, dona de um estúdio de arte, estimula Violet a pintar suas dores e sentimentos. É uma personagem excêntrica, que transmite alegria e paz.

O pai de Violet é o que chamamos de embuste. Sério, não consegui sentir nada que não fosse antipatia por esse homem. Ainda que ele também encarasse seus próprios problemas e toda a situação com a filha, sua forma de agir e tratar Violet me incomodaram BASTANTE! Juro que quis atravessar as páginas e dar um chega pra lá no cara. Vai ser egoísta assim na casa do caramba. A mãe - Jenny - por sua vez, foi a pessoa, depois do Dr Hieler, que mais amparou Violet. Apesar de seus julgamentos a respeito de Nick e da lista, ela tentava encontrar forças para levantar a si e a filha, transmitindo-lhe consolo em vários momentos da história.

Jessica também merece destaque entre os personagens: ainda que ela se sentisse em dívida com Violet por esta ter salvo sua vida, suas intenções em se aproximar, conhecê-la e acolhê-la, foram sinceras, especialmente nas últimas páginas, quando ambas estão trabalhando arduamente para construir o memorial em homenagem às vítimas e quando discursam na cerimônia de formatura - uma das cenas mais tocantes, diga-se de passagem.

Jennifer Brown soube conduzir sua história de forma que, ao final, eu não buscava culpados ou responsáveis. Aqui, de alguma maneira e em algum grau, pessoas sofreram - seja antes ou após a tragédia. Mesmo o bullyng sendo um dos temas centrais, a autora não tenta culpabilizar ninguém pelo ato de Nick, ainda que as atitudes dos colegas fossem perversas e injustificáveis. Nick era, sem dúvidas, alguém que necessitava de ajuda (em algumas passagens temos menções de que o garoto falava sobre a ideia de suicídio - mesmo que nem sempre tão diretamente - e isso acabava por não ser levado a sério). Um personagem que merecia ter sua própria voz dentro da história, ou quem sabe, um livro só seu. Outro personagem que é citado e parece ter grande relevância para Nick, é Jeremy, um amigo do garoto que nas poucas vezes em que é mencionado não é a melhor das companhias. Porém, ele não fora explorado e novamente fiquei com a sensação de que Nick precisava contar a sua versão da história para que pudéssemos ter uma dimensão maior de seus sentimentos e vivências.

A Lista Negra não é uma leitura leve: não por sua linguagem, que é bastante clara, mas porque falar de bullyng e suicídio é difícil e delicado, mas necessário. É o tipo de livro que choca, incomoda, mas nos faz refletir sobre a complexidade do ser humano e principalmente a necessidade de se discutir com responsabilidade e compromisso sobre bullyng e suicídio. Também nos leva a pensar a importância de se praticar constantemente o respeito, mas principalmente a empatia

Mas ao longo dos capítulos também fica evidente que sempre irá existir alguém disposto a não apenas nos ouvir sem julgamentos, mas nos ajudar a prosseguir essa caminhada que chamamos de vida. Há sim uma maneira de se recomeçar. 

As informações contidas nessa imagem foram retiradas do folder "Suicídio: conhecer para cuidar. Prevenir é possível", elaborado pela Secretária de Saúde do Piauí. Estejamos atentos às pessoas ao nosso redor - assim como a nós mesmos - frisando sempre que há ajuda disponível.
Então, se você está precisando conversar é de suma importância que não deixe de buscar ajuda profissional. O Centro de Valorização da Vida presta atendimento 24 horas por dia, através de telefone, email, chat ou Skype. 

Você não está sozinho! 💛

Onde adquirir seu exemplar:
Amazon
Saraiva

{Carol}

domingo, 3 de setembro de 2017

Audote Um Livro - Teresina




Fomos dar uma volta no Teresina Shopping (Teresina-PI) para "esquecer" alguns livros por lá. Isso foi parte do projeto Audote Um Livro do ig @SapekaIndica para incentivar a leitura e fazer as histórias circularem. \o/




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

#LendoSetembroAmarelo

Olá, pessoal ❤ 

Para quem acompanha o nosso instagram o título desse post já é familiar: um lindo projeto criado pela Mia Souza (@miasouza._) a fim de que no mês da sensibilização e prevenção ao suicídio possamos usar dos mais variados recursos para contribuir. Seja através da literatura, de filmes ou séries, músicas ou uma simples mensagem de apoio e incentivo. Eu (Carol) montei uma lista de livros que abordam o tema e desejo conseguir ler os quatro a que me propus (no caso, três, pois um já está em andamento e devo finalizar até domingo 😊). Se quiserem saber quais foram os escolhidos é só dar uma passadinha em nosso instagram: @paragrafosparagrifos. 

O mês de setembro abriga a campanha (de caráter mundial) #SetembroAmarelo cujo propósito é a conscientização e prevenção do suicídio. O objetivo central é alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, assim como formas de prevenção. Em nosso país, a iniciativa se deu pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e as atividades tiveram seu pontapé em setembro de 2014. Mais informações sobre a história da campanha, suas atividades, depoimentos e outras informações, acesse o site

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma entidade sem fins lucrativos que vem atuando na prevenção do suicídio desde 1962. Então se precisar de ajuda, não tenha receio em busca-la. O serviço é disponibilizado em várias plataformas e o sigilo será mantido.



Você não está sozinho 💛💛💛

domingo, 27 de agosto de 2017

Tag Yin-Yang (com livros)


E ae, Grifos \o/ (Como estão? Tranquilos?)

Para matar as saudades das tags, olha só o que resolvemos fazer hoje. Surprise! Pois bem, a da vez foi criada pelo canal JumentossauroVlog (sem comentários sobre esse nome) e ela trata de animes, mas nós adaptamos uma coisinha ou outra (na verdade a tag toda) para  falarmos de livros (e de Harry Potter). A ideia é a seguinte: a gente vai ter que escolher dois livros para cada opção, um livro amado e outro odiado (yin-yang Ooh), é bem simples assim, mesmo. Prontos? Prontas? Vamos lá. 


1. Um livro único 

Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas (Auryo)

Esse é um daqueles tipos de livro que dão um nó na sua cabeça. Você fica duvidando da realidade durante a leitura. Em um mundo pós-apocalíptico onde os animais (os seres vivos) são raros, um cara caça androides para juntar dinheiro e poder comprar uma ovelha elétrica, mas para que ele quer isso afinal? Para fingir ter uma ovelha de verdade oras. Porque isso é status. Isso é a realidade... ou não. E é aqui que entra o melhor da história, quando a gente começa a duvidar se aqueles androides caçados são realmente androides... ou eles seriam humanos? Adoro esse livro. Só pra avisar que temos resenha dele (aqui). 

A Menina que Roubava Livros (Auryo)

Primeiro que não teve a Morte andando com o guarda-chuva vermelho no meio da neve, né? Esperei, desde que vi a capa, a Morte aparecer desse jeito, é visualmente incrível, mas não tem isso no livro >.< Como pode? Frustante. 



Mas o que mais me irritou foram os spoilers internos no próprio livro. É isso mesmo, o livro fica dando spoilers de si mesmo, fica falando de coisas que ainda vão acontecer na história, este poderia ser um recurso excelente pra aumentar o interesse do leitor se fosse sei lá... algo meio vago tipo: "eles estavam felizes, até um morrer", mas não é assim.

O Markus Zusak fez algo bem específico: "Fulano vai morrer dia tal, a tais horas, ele estará fazendo isso antes de morrer, o último pensamento dele vai ser esse, o corpo vai cair e ficar nessa posição" ok... ok... bem específico, mas ainda dá pra aturar... então o autor começa a repetir: "você lembra que Fulano vai morrer, não lembra?", "já disse que ele vai morrer?", "tá chegando o momento em que Fulano morre", "isso é triste, principalmente se você não esqueceu que Fulano morre indo para lugar tal, fazer coisa tal".


Aí quando o Fulano morre o autor ainda quer que eu me emocione com isso. "Caguei e andei" para o senhor, ok? Me recuso.

2. Uma trilogia
Então... Oi, aqui é a Manu e... eu vim pra causar hoje e vamos falar de um dos queridinhos da AméricaA Seleção da Kiera Cass. Sim! :) 


E ele tá aqui como odiado. Odiado, sim você leu certo, mas antes de pegarem as tochas, por favor escutem! Eu gosto muito do primeiro livro, acredito que a ideia era muito boa, a questão da distopia e das questões políticas da história ficaram muito interessantes, mas a Kiera não soube segurar a marimba da metade do segundo livro (A Elite) pra lá.

Não acho que a história teve seu potencial desenvolvido ao máximo, por exemplo, a questão dos rebeldes podia ter sido muito melhor trabalhada. E o que foi aquilo de o Maxon nem poder ficar com raiva da América, por ela ter dado uns "pega" no Aspen nos 45 do segundo tempo?

Parecia que a autora tinha que correr com a história e ficou uma porção de pontas soltas e não foram explicadas muitas questões importantes até para as continuações. Bom, eu não sei muito o que aconteceu depois de "A escolha" porque fiquei chateada com o final e não quis mais ler nada da autora, mas quem sabe no futuro? Ou não.

Estilhaça-me (Carol)

Devorei essa trilogia semana passada. Sabe aquela história que te consome de um jeito que você só desgruda do livro (no meu caso, celular) quando finaliza? Eu ficava inquieta, apreensiva, ansiosa e mil e outras coisas pra saber o que iria acontecer com a Juliette, seus amigos do Ponto Ômega e, é claro, com Aaron Warner, vulgo dono do meu coração (perdoem-me a falta de maturidade mas fazia um tempão que um personagem não me cativava assim). Eu vou tentar fazer uma resenha porque isso aqui tá muito vago, haha. Mas sério, pra quem é amante de uma boa distopia com doses de romance tá mais do que recomendada a leitura. 

3. Uma adaptação

A Bela e a Fera (Manu)

Essa adaptação é uma daquelas que de tanto adaptar ninguém sabe qual ou onde foi parar a história original, eu particularmente amo a versão da Disney, mas depois que esta ultima lançou um livro contando a história da Fera... sei não! Não tenho mais o mesmo encanto.
Mas falando da adaptação para cinema na animação de 1991 e live action em 2017: AMO! As duas. Claro que a animação nunca será superada no meu coração mas o live action tem o tiro em forma de mulher: Emma Watson. <3




A Bússola de Ouro (Auryo)

Eu descobri a história d'A Bússola de Ouro pelo filme, achei tudo o máximo: o universo, os dimons, os ursos, a Lyra, os ursos etc. Então, consegui pôr as mãos na trilogia. Foi aí que percebi o quanto de coisas foram jogadas fora no momento da adaptação para o cinema, parece até uma versão diet dos livros do Philip Pullman (temos resenha: Aqui). No entanto, não pense que o filme seja ruim, como filme mesmo ele é bom, mas como adaptação aquilo é... é... tô tentando pensar numa palavra que não seja escatológica... desisto. Próximo. 

4. Uma série 

Harry Potter (Carol)

É claro que não poderia deixar de fora né? .-. Uma regra sobre nós: sempre daremos um jeito de falar sobre a série em alguma tag, post ❤ Talvez até soe repetitiva, mas é difícil não reforçar as características mais significativas de Harry Potter: um universo planejado minimamente, desde cada núcleo de varinhas à classificação das criaturas mágicas conforme sua "periculosidade". J.K Rowling nos trouxe um mundo mágico mas não tão distante de nossa realidade, pois Harry, Rony, Hermione e os demais personagens lidam com situações que você, eu e qualquer um já encarou ou irá encarar: a dor de perder pessoas importantes, a construção dos mais variados relacionamentos, as dúvidas quanto ao que acreditamos e o que devemos, de fato, fazer... tá faltando coisa aqui, heim? Mas se deixarem passo o dia inteiro digitando, haha. Harry Potter é uma leitura mais do que prazerosa: é enriquecedora e construtiva.



Paixão sem Limites (Carol)

A série na verdade chama-se Rosemary Beach, da Abbi Glines. Tem uma porrada de livros mas só consegui (e com muita luta) finalizar a leitura de dois, sendo que um deles só li por cima mesmo. Me perdoe se você que estiver lendo gosta das histórias, mas pra mim não funcionou. Paixão Sem Limites / Tentação Sem Limites tem personagens nada cativantes e uma história que me fez suspirar de frustração e revirar os olhos umas mil vezes... Juro que tentei heim? Mas todo o drama não me fez querer acompanhar o desenrolar da história. Fiquei de cara mesmo .-.


5. Um reconto 

O Visconde que me amava (Manu)

Pra quem não sabe Visconde e o Perfeito Cavalheiro são livros da mesma série: Os Bridgertons, de Júlia Quinn. Eu só li três ou quatro dos oito livros, cada livro conta a história de um dos oito irmãos, o visconde que me amava é legal, depois de uma reavaliação dos meus conceitos eu percebi que esse é o menos ofensivo dentre aqueles que eu li dentro dessa série, mas quando li pela primeira vez foi uma euforia enorme pois o livro é um romance de época com uma pegada meio erótica, parecia muito legal!
Dentre os romances dessa autora esse é o que mais se parece com a escrita da Austen, mas só lembra vagamente, aquela coisa dos maus entendidos entre os protagonistas e da raiva em meio a atração mutua, no resto é bem diferente. Anthony é o mais velho dos Bridgertons e tem medo de morrer jovem como seu pai e resolve se casar por conveniência com Edwina, uma das moças mais bonitas da cidade, mas não contava com a desaprovação e a repentina atração por sua irmã mais velha, Kate. 




Um Perfeito Cavalheiro (Manu) 

Muitos dos fãs da Quinn dizem que ela é a Austen moderna, mas como uma iniciante em Austen eu não acredito nisso; mesmo no meu momento de euforia com a Júlia Quinn eu tinha as minhas duvidas. Austen consegue escrever heroínas femininas fortes e decididas e cheias de defeitos e diferentes entre si. Já a Júlia fez protagonistas iguais, as vezes eu tinha que me lembrar que era um livro diferente. Mas "O perfeito cavalheiro" foi o pior dentre os romances que eu li da série.
Admito que no calor das emoções e sem nenhum senso critico, eu gostei muito do romance a primeira leitura, mas depois de umas análises da minha consciência e com ajuda de um amigo, percebi que tinha muita coisa errada no relacionamento entre os protagonistas e que a história girava mais em torno do Beneditc do que da Sophie e ele pedir para ela ser amante dele e pressiona-la para isso foi bem pesado.
Não sou uma especialista mas poderia dizer que "O perfeito cavalheiro" romantiza um relacionamento abusivo? Não sei...

6. (extra) Um que amava/odiava, mas que agora odeia/ama

50 Tons de Cinza (Carol)

Minha história com Ana e Grey começou com cara torcida, um "não leio nem a pau". Depois, com a primeira adaptação para o cinema se aproximando, resolvi que daria uma chance e não é que me encantei? Ai fui lendo o segundo, o terceiro, acompanhando aos filmes, notícias... Mas à medida que fui tendo contato com estudos sobre gênero (e dentro da área estudos sobre feminismo, violência contra a mulher, naturalização da violência) percebi que não temos uma história de amor aqui. Existe uma romantização absurda em cima dessa história, onde posse e controle são tidos como amor, cuidado e proteção. O único aspecto positivo nisso tudo é ver a Ana descobrir sobre seu corpo e explorar sua sexualidade. 

S. Bernardo (Auryo)

Esse eu peguei para ler logo depois de terminar o Vidas Secas, ah esqueci de dizer que esse livro também é do Graciliano Ramos. Depois de me acostumar com a linguagem, que é bem regional, fui seguindo tranquilo a leitura, mas algo tava me incomodando: não tava achando lá essas coisas de que falavam e as semelhanças com Dom Casmurro estavam até me irritando, no começo parecia ser só uma adaptação da história do Machado colocando a trama no nordeste (na fazenda São Bernardo). 

Pensei que seria mais um daqueles livros descartáveis até que... no capítulo XIX se não me engano o negócio ficou louco. No meio do livro tem uma cena com o relógio, a mesa de jantar, saudades e lembranças, passado e presente se confundindo, aquelas loucuras básicas que a gente ama. Essa parte eu li em um ritmo frenético porque foi tão bem construída a angústia do personagem que do meio pro fim adorei o livro. E esse foi o livro "odiado" antes, mas amado agora, na verdade, um dos meus favoritos. Percebi que o tio Graciliano tem dessas, os livros dele têm um capítulo tão incrivelmente bem escrito que nos deixa sem chão, no Vidas Secas é o da Baleia.


Era isso. Um beijo na alma de vocês.

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