quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ano novo, desenho novo para amar - infinity train



Olá Grifos? Como estão? Eu só estou esperando que esse ano acabe logo... Enfim vamos falar de desenho que é a melhor coisa da vida... <3
Há um tempo atras a Cartoon Network lançou dois pilotos de dois desenhos, e o que interessa é Infinity Train... Por que? Vejamos...



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Animais Fantásticos, EnPotTer, Harry Potter e memes





Uhull Olha nós mais uma vez falando do universo da J. K. Rowling. O vídeo ficou um pouco grande cheio de amor e memes Haha

A gente aproveitou o momento e falamos também sobre um evento que acontece na nossa cidade todo o ano, o EnPotTer \o/

Demoramos, mas chegou nossa vez de falar sobre Newt e os Bichos:


Você ainda não foi assistir...?


Star Wars: Rogue One!!! (sem spoilers)



Assisti ontem o primeiro spin-off de Star Wars, Rogue One, que contou como os planos da Estrela da Morte foram roubados, além de encaixar perfeitamente com o episódio IV: Uma Nova Esperança. Gente... ainda estou no chão com a cena final, mas não vou contar nada sobre isso, esse texto é sem spoiler, se acalme.

Uma coisa chocante do filme: os Stormtroopers acertam alguns tiros.

    Preciso confessar que as primeiras horas do filme foram me cansando... não sei exatamente o porquê. Temos vários planetas, algumas referências aos outros filmes, como a trilha sonora, como um esbarrão com alguns alienígenas conhecidos e como a participação do Tarkin... é bem bizarro ver uma pessoa morta atuando... '-' Mas ficou bem feito. Os efeitos especiais tão de parabéns por recriá-lo e... lalala. 


Voltando. Conhecemos planetas novos, cidades, o monge cego iluminado pela Força, enfim, o filme tem o que me encanta em Star Wars, que é o universo, mas como as expectativas estavam lá no alto passei o filme inteiro procurando o porquê de as pessoas falarem que o filme é foda... não tava encontrando, tava um filme normal de Star Wars... 



Levei um tapa na cara por não acreditar. No final tudo vale a pena, sem brincadeira, pirei com as últimas cenas, é de aplaudir em pé. 

Finalmente saímos da família Skywalker e até um pouco do preto no branco dos outros filmes, Rogue One tem uns personagens numa zona cinza entre o bem e o mal, há uns personagens duvidosos e até um diálogo onde um dos mocinhos fala algo do tipo "eu sigo ordens" e a resposta que dão é que isto seria algo que um Stormtrooper falaria. 


Não posso terminar esse texto sem falar sore o K2SO, o novo robô de Star Wars para vender action figure, que já estou indo comprar, ele é um androide do Império reprogramado para trabalhar para os Rebeldes e MEU DEUS que personagem incrível... vou criar polêmica, agora... para mim, o K. se tornou o melhor robô de Star Wars. Ele não é apenas um excelente alívio cômico, porque é uma mistura do sarcasmo do TARS (Interstellar) e do estado blasé do Marvin (Guia do Mochileiro), ele ainda luta!  L-u-t-a.

Na metade do filme eu já queria assistir de novo só para rever as piadas do K. Ainda tô querendo reassistir agora.


Conta aí o que você achou sobre o filme.

Fui \o/



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Vocês viram a cachalote branca? #TeamMobyDick 🐳




Olá Grifos! Como estão? Então... vim compartilhar com vocês mais uma leitura. Algo sobre baleias, homens com trabalhos idiotas e e uma obsessão em um nível... Moby Dick! tcham tcham tcham 


1. Um pouco da historia e contexto:

A narrativa começa por volta de meados do século XIX, quando a caça predatória, não só era perfeitamente plausível, como muito lucrativa; um determinado rapaz, chamado Ismael, narra a historia um pouca antes de embarcar como marujo no navio Pequaq (navio baleeiro), e vai contando todas as aventuras em detalhes, como se fosse um narrador personagem mas, não senti sua presença na maior parte da historia, podendo passar-se de boas por um narrador observador.
Voltando a historia, o capitão desse navio, Ahab, era obcecado com uma baleia branca chamada por ele de Moby Dick, porque esta arrancara-lhe uma perna, e fazia de tudo para encontra-la e mata-la.


2. Leitura e alguns pensamentos:

Para ser muito sincera com vocês, a princípio eu não gostei nenhum pouco da historia, foi uma leitura muito arrastada e sofrida para mim, quando Melville tentou instruir o leitor sobre termos técnicos e sobre como era a rotina de um marinheiro, eu achei chato, quando descreveu em detalhes a dissecação das baleias, eu achava repugnante; quando ele filosofou brevemente, deu uma melhorada:

"- O que me força a continuar? A que poder obedecem o sol e as estrelas? Nós vivemos sem saber. Eu não decido nada... Eu obedeço... " Pag. 92

Ai o Grifo esperto pergunta: "Mas, não tinha aventura? Afinal é de um clássico do gênero que estamos falando!"
Ok, se você considera aventura a perseguição e descrição em detalhes da matança e dissecação de baleias, beleza; mas eu só vi aventura mesmo no final da historia, quando a MD aparece... 
Me desculpem os fãs da historia em geral mas, eu odiei a maioria dos personagens humanos, principalmente o capitão Ahab.
Aquela obsessão que ia aumentando conforme o decorrer da história foi me irritando cada vez mais e eu só queria que alguém o matasse depressa.
Mas, sei que sem ele não haveria historia e embora a estrela fosse Moby Dick e ele fosse o recalcado, se ele tivesse morrido, como leitora, não teria conhecido ela... Moby Dick! <3 A cachalote mais esperta que você respeita!


Sempre que uma das personagens contava como era MD, antes dela aparecer, eu me sentia em um daqueles filmes da franquia "Tubarão", sabe? Mas, quando ela apareceu de fato, foi que deu pra notar que o fato do autor ter dado a cachalote traços humanos mesmo que em devaneios da tribulação e principalmente de Ahab, foi o ponto principal da narrativa. Vingativa, protetora, muito calculista e estratégica também, além de sempre estar defendendo seus companheiros cachalotes e arriscando a própria pele...
Parece que eu estou falando de uma humana, certo? SQN! hahahaha
  
3. Conclusão:

Acredito mesmo, que outro leitor, com outra percepção da historia e também uma edição melhor que a minha, possa gostar do livro sim; o autor tentou abranger um campo vasto em sua narrativa e ate tentou colocar um pouco de comédia, por isso acredito que seja um bom livro mas, não para mim, quem sabe daqui há uns dez anos e com outra cabeça eu releia e goste? Vamos ver...

P.S. Ouvi boatos que vai ter resenha do filme aqui também, aguardem...


J. Caronte: treta? Onde? Pois deixa eu me intrometer aqui na conversa. Agora bora falar sobre o filme In The Heart of Sea (No Coração do Mar) de 2015. 



Vai ter spoilers daqui pra frente quero nem saber de choro depois. Estejam avisados. 

O filme basicamente é a "história" de como o autor do livro, Herman Melville, conseguiu o material para escrever Moby Dick (coloquei em aspas porque não acredito que foi daquele jeito). Ele vai encontrar um dos sobreviventes do ataque da grande cachalote branca, e é por meio de flash-back que entramos em contato com a história do navio e da baleia, na verdade, essa é a maior parte do filme.

Primeiro ponto: a baleia. 



Não. Ela não é branca. Tchan tchan tchan segura o tchan, amarra o tchan. Pois é... a baleia do filme é só manchada de branco, e isso foi um pouco frustante... É a história da baleia branca, que não é branca. Fazer o que né?

Ponto dois: no livro, a história acaba com a Moby destruindo o barco e foda-se; já no filme isso acontece bem na metade, exatamente na metade, e o resto da história é os sobreviventes nuns barquinhos à deriva, náufragos, aí rola um canibalismo de boas. Ah! A Moby Dick vira praticamente um demônio maléfico. Como assim? Ela fica perseguindo os barquinhos, fica nadando em volta na crueldade mesmo, o pior é que a baleia "branca" espera os sobreviventes avistarem uma ilha, espera a esperança crescer nos corações deles pra só então atacar e destruí-los de novo... pobre humanos, coitadinhos, essa natureza perversa... 



  Ponto três: a cara de bunda que os baleeiros fizeram quando mataram uma baleia. Gente, eles tiram óleo e carne das baleias pra ficarem ricos, eles entram na cabeça delas pra tirar uma substância, até os ossos são aproveitados. Aí quer dizer que na hora de matar, quando a baleia tá lá boiando morta eles ficam com pena, com uma cara de dó, tocando uma música triste de fundo. Achei muito estranho isso, vou falar mais nada...

Último ponto: o capitão e o primeiro imediato vulgo Thor. O capitão do navio é um playboyzinho... Eu o imaginava como um velho com uma perna de pau, nada disso no filme, não, muito pelo contrário: o capitão do filme deve ter uns vinte, no máximo, trinta anos já forçando a barra. Agora,  o primeiro imediato, que é aquele cara pobre, que luta na vida pra conseguir as coisas... e o filme vira uma novela da globo com o negócio de Rico Vs Pobre. 



Para piorar: a questão da obsessão do capitão em caçar a Grande Baleia Branca não existe, na verdade, ele nem conhece nada sobre ela. Não sei o que aconteceu com o roteiro desse filme.

Para encerrar minha participação aqui queria só deixar minha opinião geral do filme: sobreviveu gente de mais. 

C. Schreave:



Não poderia deixar de contribuir com esse post lacrador não é meixmo?

Deliciem-se com esse episódio de Pica Pau com algumas referênciasbem marotas à Dopey Moby Dick \o/



É isso gente, se vocês concordam ou discordam comentem aqui e a gente conversa, ok? Ate mais! O/

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

🐄 De gados e homens - Ana Paula Maia



Pois é... mais um tema pesado aqui.

Não sei nem por onde começar. Carne. Matadouro. Animais. Humanos. O livro é bem curto e é uma pancada... vou fazer piadas hoje não. O personagem principal, Edgar Wilson, trabalha como atordoador em um matadouro de bois, vacas, ovelhas etc.

Ele tenta fazer com que os animais não sofram tanto na hora do abate, por isso o atordoador olha nos olhos escuro e vazios dos animais e acerta com uma marreta na testa deles, o crânio se racha e o bicho cai pronto para ser arrastado para outra sala, onde terminarão o serviço. 


"Chama-se rio das moscas, e, desde que os matadouros cresceram na região conhecida como Vale dos Ruminantes, suas água limpas encheram-se de sangue. No fundo desse rio está depositado todo tipo de coisa, orgânica e inorgânica. Humana e animal."

Aquele corredor estreito do matadouro, uma fila de bovinos, o cheiro de medo e de morte, não há como se virar e fugir. Apenas continue andando para frente, logo será sua vez. "Ninguém está impune. Todos são homens de gado e sangue".

Esse livro levantou várias reflexões que ainda tô tentando digerir, desde crueldade contra animais até a condição de gado do ser humano preso em um corredor estreito apenas obedecendo o trajeto, por quê?

...

Antes de acabar o texto necessito divulgar algo: Leia Brasileiros. Esse é um projeto de newsletter, mas o que seria isso? Eles mandam um e-mail todo os dias, menos fins de semana, com um trecho de alguma obra literária de qualquer autor brasileiro, como eles falam, "independente do gênero ou do ano". Foi por meio dessas mensagens que descobri essa maravilha de livro.


— Elas se ajoelham e choram — diz Edgar com a voz baixa, sonolento. 
— Do que você está falando? 
— As ovelhas. Elas te olham, se ajoelham e choram antes de morrer. 
Edgar Wilson dá uma longa tragada no cigarro. Enche os pulmões de fumaça e solta pelo nariz lentamente.

Vou encerrar com essa citação, porque não tenho estruturas para comentar mais. Vou só deitar num canto... tchau.

Resenha de Anhangá - J. Modesto



Título: Anhangá, a fúria do demônio

Autor: J. Modesto

Ano: 2008

Editora: Giz Editorial

Nº de páginas: 241






"300 anos antes do descobrimento, o mal já caminhava em terras brasileiras" essa é a frase do topo da capa dessa edição do livro, já dá pra ver que vai ter uma pegada "indianista", né? J. Modesto é um escritor brasileiro de terror, que parece curtir umas histórias com sangue e vampiro. Mas, essa não tem vampiros... só o sangue mesmo. 

Bora pra uma sinopse: um grupo de templários (cavaleiros), um padre e um feiticeiro mouro estão levando um demônio congelado para jogá-lo da borda do mundo, no entanto... aparece o Brasil no meio do caminho, Surprise! E ainda tem um naufrágio para terminar de estragar a missão.



Em terras brasileiras há alguns núcleos de personagens, e isso cria algo interessante pra história, que vou já falar. Temos Acauã, um guerreiro Tupiniquim; Ibaté, o grande guerreiro Tupinambá; e o Pajé dos Tupiniquins. E canibalismo. '-'

A narrativa do começo até mais ou menos a metade do livro é dividida entre esses personagens mais o demônio, sim, há capítulos cujo o foco é o bichão. Mas o mais interessante não é só essa divisão de perspectivas, os capítulos também ficam voltando no tempo. Como assim? Quando um capítulo acaba, o próximo volta para narrar os "mesmos" fatos, porém do ponto de vista de outro personagem, o que vai somando aos poucos para história. Adorei essas retomadas, essas idas e vindas no tempo, adoro quando a narração faz essas coisas malucas. 


Agora sobre o demônio... ele é muito canastrão, sério, muito canastrão. A luta final, o choque de monstros, que começou umas 70 páginas antes do final, foi muito "papo furado". O vilão é muito blá-blá-blá, ele se acha muito diva, muito disco-diva meixmo.



Enfim... A melhor coisa do livro, na minha opinião, foi a chegada do Curupira, que foi bem "vai começar a putaria". Acontece uma espécie de possessão, essa foi sem dúvidas cena mais foda de Anhangá, a fúria do demônio. O que foi aquilo? Teve dente caindo, boca rasgada, combustão espontânea. 

Outro ponto alto do livro é o Prólogo com o Padre José de Anchieta e um indiozinho mexendo no que não deve. É tempestade, é um medo rondando pela floresta. É uma catequese que acho ofensiva pra cultura indígena, aí fica difícil: tem de um lado um demônio e do outro um padre. Garoto, só abraça.

Vou omitir uma palavra dessa citação pra não dar um spoiler:

"Um leve movimento de cabeça chamou a atenção de todos para o corpo do guerreiro amarrado à árvore e um arrepio percorreu a espinha dos três guerreiros. O (...) aparentemente morto havia se mexido.
Página 141

Preciso dizer que o livro tem vários erros de revisão: "Abaixando o braço, o Pajé voltou sua atenção para o pântano recém-formado encontrar o feiticeiro mouro." (página 130, grifo nosso) ou "Toda vez que alguém da aldeia adoecia ou era ferido, o feiticeiro era chamado e, colocando a mão sobre a testa do enfermo, dizia se ele iria se curaria ou não." (página 130, grifo nosso)... O livro tá cheio de coisas do tipo. Não sei se em outras edições (reedições) ajeitaram. 

Ah não posso esquecer de comentar sobre a grande revelação do final... Que desnecessária. Achei até meio... forçado. Não! Simplesmente NÃO!




Era isso, gente. 'Té mais.


domingo, 18 de dezembro de 2016

Culturas pelo mundo: Memórias de uma gueixa



Olá Grifos? Como estão? Então, hoje, na verdade, estamos dando continuidade a um novo projeto, onde tentaremos estudar junto com vocês determinados aspectos da cultura de alguns países através da cultura de entretenimento que esses países vendem para fora, e de algumas leituras, feitas nesse sentido. E como eu to a mais tempo na labuta de tentar entender alguns países asiáticos, começaremos pelo Japão. Estou nessa busca há quase seis anos e ainda muito a aprender...

"Mas, você se interessou pela Ásia devido a sua cultura milenar riquíssima, não foi?"


Oi?? Ah! Sim, claro! Pela cultura sim. De cara me interessei... <3

 Por agora vamos parar com a zoeira e focar (Não ta fácil com esse gif do Ji Sub Oppa ai em cima mas, #DeusNoComando) hoje vamos falar do livro "Memórias de uma gueixa" do Arthur Golden, um livro que eu passei alguns anos esperando ansiosamente para ler e a Arqueiro, me trouxe de volta a vida, com essa nova edição de 2015. <3
Antes de começar apertem play e entrem no clima:


1. O livro

Através de uma narrativa em primeira pessoa muito cativante, inteligente e divertida, a grande gueixa Sayuri Nitta conta a historia da garotinha chamada Chiyo Sakamoto, de nove anos e lindos olhos azuis herdados de sua mãe; desde do dia que saiu de sua terra natal, no interior do Japão, lá por meados do seculo XIX, com sua  irmã mais velha, Satsu, vendidas pelo pai já muito idoso e preocupado com a possível morte prematura de sua esposa muito adoentada e o destino incerto de suas filhas.

As dificuldades dos primeiros anos em Kyoto e a vida já difícil como criada na Okiya (casa de gueixas) Nitta são narradas de uma forma muito gostosa de se ler. Claro que sofremos com mamãe, que era uma mulher calculista e mesquinha mas, muito inteligente; Hatsumomo, que era a unica gueixa da Okiya naquele momento, e que infernizava a vida da pobre menina só para se divertir; mas, também tinha a companhia de Abóbora, uma outra garota um pouco mais velha que Chiyo, com quem fizera amizade e titia que tinha pena das pobres garotas sempre ajudava no que podia, já que ate mesmo as criadas mais velhas se juntavam a Hatsumomo para atormentar, principalmente Chiyo.




quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

E lá vamos nós! versão gueixa: (Ikimashyo!) \o/




Olá Grifos, pausa para o gif inicial!


Hoje nós vamos conversar sobre um dos maiores símbolos da cultura japonesa, as Gueixas. Mas, o que é uma Gueixa? É um prato tipico japonês? Não, eu sei que vocês já ouviram falar nelas (neles), mas muita gente, me incluo, não sabe ou sabia o que de fato el@s representam para a sociedade japonesa. vamos tentar entender juntos o papel dessas figuras na sociedade japonesa.


domingo, 11 de dezembro de 2016

"Não sei, só sei que foi assim" - Auto da Compadecida



Olá grifos!

Advinha quem tá voltando dos mortos? Nós \o/  espero mesmo. Depois de umas semanas sumidos.



Bora falar sobre Justiça e Misericórdia, além de cachorros enterrados em latim e não posso esquecer dos gatos que descomem dinheiro. Pois vamos para um (voz dramática):

Livro Vs "Filme"

Queria começar desabafando que ler a peça do Suassuna foi um das revelações/baques de 2016. Depois de saber que o Elvis, sim, aquele que não morreu, depois de saber que ele era loiro e que Estúdios Ghibli se pronuncia Estúdios Jiburi (naqueles momentos da vida que você fica com cara de bunda se achando burro por sempre ter falado errado), enfim, depois disso tudo restava o Auto da Compadecida dá mais uma rasteira e mostrar o quão ruins são os personagens, e não tô falando "ruim" no sentido de mal escritos/construídos, não, nada disso, garot@, tô falando "ruim" de escrotos mesmo. 

Isso me fez pensar numas coisas. Porque os personagens tanto no "filme" quanto na peça são os mesmo, mas mostrados de outra forma, são versões de uma mesma verdade ou... nós fomos simplesmente manipulados.

Já que coloquei a carroça na frente dos bois, melhor fazer um resumo da história para então voltar à discussão. Vamos para o momento:

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Agarra, Grifo - Nossa Wishlist #3


Olá Grifos, hoje quem vai falar sobre os livros dos sonhos e dar dicas de livros pra vocês, sou eu. Me aguardem... <3


1. Cisnes Selvagens: Três filhas da China:



Bom, pra quem ainda não sabe eu tenho muita curiosidade por muitos assuntos e dentre eles a historia da Ásia é o que mais me interessa sempre, e esse em particular é uma autobiografia, não apenas da autora, Chang Jung, mas também de sua mãe e de sua avó, em um país onde a visão machista ainda é predominante e só agora e aos poucos vem sendo questionada.
Começando da época de sua avó ate os seus dias, Chang Jung fez uma narrativa de meados do século XX ate mais ou menos a década de 1970. O cenário principal da narrativa é a reforma cultural de Mao Tse Tung. Entender melhor as questões politicas chinesas vai ser muito bom mas, confesso que o que mais me interessa é a historia das protagonistas mesmo. Fazer o que né?

2. Volta ao mundo em 80 dias


Para ser sincera, eu li esse livro há um tempo atrás, creio que já faz o que? Uns cinco anos? Mas, desde então venho esperando ansiosamente a oportunidade de fazer essa leitura tão gostosa novamente, confesso que não lembro de muita coisa, mas a sensação de estar viajando em diversos meios de transportes e indo para tantos lugares diferente, para um peixe que sente ter nascido no aquário errado, foi maravilhosa e realmente me marcou, desejo ler mais de Júlio Verne durante toda a minha vida. A edição que eu li não foi essa, foi a da FTD e antes que vocês digam que eu sou rica, peguei emprestado de uma amiga muito querida. E devolvi em seguida. Doeu? Sim, mas ninguém precisava saber... T_T



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Imaginário img - Curtas folclóricos de terror



Aaaahh Grifos!

Parei tudo que tava fazendo pra correr aqui e divulgar essa série de curtas de terror baseados no nosso folclore. Trailer? Tem trailer, sim:


Começaram a ser lançados no dia 31 de outubro. Eu só descobri isso ontem, fui chegando e assistindo tudo. Como não amar o trabalho desse povo que não conheço, mas já considero pakas. "Nana neném, que a Cuca vem pegar".

São histórias curtas de alguns minutos, mais ou menos 3min. Elas pegam uma lenda do folclore e dão um tom das trevas, dão uma pegada de horror. A primeira história é a do Diabinho na Garrafa, tem uma bruxa no meio dessa história também. Os outros episódios giram em torno do Cupa-cabra, da Loira do Banheiro ou, no caso, da Ruiva do Banheiro \o/ do Velho do Saco, tem um sobre o Reisado também, o Saci não podia faltar. Pelos making of ainda vão sair os episódios do Boto, da Iara, do Curupira e da Mula-sem-cabeça.

"Uma das coisas mais bizarras que já vi na vida. Meu sangue gela só de lembrar dos corpos caídos no meio da estrada. Pelo tamanho das feridas, o que os atacou estava com raiva. Muita raiva."


Texto de abertura do episódio "Cabrita"

Os vídeos são episódicos, cada um é uma história diferente. E como são curtos, eles são bem focados nos ataques das "criaturas". Tem bastante sangue, o cenário tá muito bem feito, e tirando o Chupa-cabra (achei ele bem estranho, não vou mentir) as caracterizações estão incríveis, tô esperando o Curupira do trailer aparecer. A trilha sonora e a fotografia? Adorei! Aquela câmera girando de cabeça para baixo no corredor da escola no episódio d'A Mulher do Espelho, vulgo Big Loira/Ruiva... meus olhos brilharam.

Não posso esquecer de colocar o link do canal deles do youtube: IMAGINÁRIO IMG - bem destacado meixmo. Isso feito posso continuar... Como o trailer é da "temporada 1"... já tô feliz com a ideia de que poderá ter mais temporadas.

Pra terminar... Na minha humilde opinião, a gente tá necessitado de coisas assim. Os mitos de um povo... vou até mais longe: A cultura de um povo reflete o que esse povo é. O Brasil possui uma cultura riquíssima, mas pouco valorizada e blá blá blá aquele papo que vocês conhecem. Mas, sério, um povo que não conhece sua História, suas Lendas, suas Crenças não passa de um bando de gente que por acaso tá "junta", não tem identidade.

Fazendo a ligação melhor do que eu sobre Folclore ser um espelho para o que somos:




Agora é esperar o resto da "Temporada 1" sair. 'Té mais.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

2001: Uma Odisseia no Espaço (resenha do livro)





Ficção científica de novo no blog \o/

2001 foi escrito por Arthur C. Clarke, e foi "adaptado" pelo Stanley Kubrick, por que entre aspas? Porque o filme veio antes do livro (seria um bom lugar para pôr o gif do esquilo dramático?).

O livro do Clarke é dividido em 6 partes, vamos a elas.

Mas, primeiro, uma música:


Namastê - o nerd que vive em mim saúda o nerd que vive em você.


Noite primitiva

Esse é o título da primeira parte do livro. A parte primitiva da história, primitiva meixmo.

Aqui é o primórdio da humanidade. Antes da agricultura e da caça e do fogo. Um bando de coletores vivendo em cavernas ameaçados por um predador noturno e por outro grupo de "humanos" do outro lado do rio. Ah e ameaçados pela fome também porque nem só de coleta vive o homem. 

Então, temos um monólito (entenda: um retângulo gigante), que no caso não é preto como no filme do Kubrick e sim transparente, o Arthur C. Clarke traiu o movimento. Esse monólito que surge de repente no caminho deles começa uma bateria de exames e testes de aptidão... "pegue aquele osso e use como uma arma... muito bem... mata...".
   



Achei muito legal tudo. TUDO. Que pena são só umas 50 páginas. Sério, queria mais... me encantei não só com a escrita do cara, que diga-se de passagem é muito fluida, mas também com a temática em si.

Não vejo muitas histórias tratando sobre esse período mais primitivo. E é tão interessante justamente porque não é normal as pessoas escreverem sobre isso. Tudo é tão simples, tão novo, tão diferente, ver eles descobrindo as coisas, lidando pela primeira vez com problemas já desprezados hoje. Antes da religião, moral, do conceito de família, antes da carne! É extraordinário de tão simples e complexo que é o ser humano.

domingo, 30 de outubro de 2016

Tag do Outubro Atrasado


Olá grifos! Cá estamos ainda em outubro. Uhull!

Nesse Mês do Horror preparamos uma tag com alguns livros/filmes clássico do terror. Nossa primeira tag original \o/ Quem quiser, sinta-se livre pra responder, é só linkar a gente.

Vamos lá...




1. O médico e o monstro - Uma história que se transforma, que não parece, mas é de terror ou tem elementos do gênero ou simplesmente te assusta.

Chave Mestra! Não parecia ser de terror, mas é, porque tem aquele negócio do Vodu. É só isso que tenho pra dizer, vai pra próxima, criatura.


2. Bebê de Rosemary - uma história que teve uma sequência ruim, um fruto podre.



Premonição, os três primeiros são incríveis, o terceiro é o melhor, que é o da montanha russa, toda vez que assisto fico uns dias impressionada, mas depois passa, ainda bem. O 4º é podre, p-o-d-r-e, detestei. O 5º nem assisti. Desisti da série. Mas amo, mim-julguem!


3. Psicose - tretas em família.

O chamado. Rolou uma jogada no poço básica, não tenho nem muito o que comentar depois disso. ;P

A Samara foi adotada, sempre teve problemas de socialização, ficou anos em um quarto num hospital psiquiátrico. A mãe adotiva pirada jogou ela num poço e passou 7 dias pra morrer. Família-pura-treta.




4. O exorcista - uma história que te mudou de alguma forma.

A Casa de Cera. Foi o primeiro filme de terror que assisti então tem um significado bem nostálgico. Meu primeiro contato com as trevas, e tô casada com elas até hoje.


5. O corvo - "E o corvo disse: nunca mais". Uma história de terror pesada, ou não, que vai ser difícil você rever/reler... "nunca mais".

"Let's play a game." Não curto muito terror gore. Pois é... Os Jogos Mortais é isso, é tripas e tudo o mais. Se fosse uma cena ou outra tava ótimo, mas assim não seria Jogos Mortais, né? A pegada do filme é essa, não é gerar uma sensação de medo necessariamente, e sim um desconforto pelo "nojo". O problema não é ele sou eu >.<



6. Drácula - Uma história que suga sua atenção.

O Rei de Amarelo S2 pelo menos aqueles 4 contos de terror sobre a peça que não pode ser lida. É lendo e o Rei de Amarelo vindo fazer uma visita.

A história é tão... ah! Não sei nem explicar, você cai numa mitologia complexa e inexplicável, que só deixa a pessoa mais curiosa. É aquele tipo de história que insinua existir algo muito maior por trás. 

7. Frankenstein - uma história de terror que junta vários elementos em um só.

Não queria falar nem American Horror Story nem o Penny Dreadful, adoro as duas séries, mas seria uma resposta muito fácil... deixa eu pensar em outra coisa... 



Tem um filme meio de humor, meio de horror: Contos do Dia das Bruxas. É um filme com vários elementos do Halloween com umas quatro histórias diferentes, simultâneas e intercaladas de alguma forma. Lembro que tem abóboras, vampiros, vizinhos enterrando coisas no quintal, monstros? fantasmas? Lembro de ter gostado. Vai ser minha resposta.  


Era isso. Feliz Halloween \o/


Babadook-dook-dook: O horror do luto




Vou logo começar dizendo que esse não é aquele tipo de filme de horror que você fica se cagando de medo, "vou dormir de luz acesa", mas é aquele tipo que você termina e fica: "hum... dá pra tirar altas conversas desse filme, quero alguém pra falar sobre, cadê alguém?". E é pra isso que tô aqui hoje.

É um filme relativamente curto de uma hora e meia mais ou menos dirigido e roteirizado por uma australiana chamada Jennifer Kent, que conta a história da visita do Babadook, um mostro de um livro "infantil", a uma família cuja mãe ainda tenta superar a perda do marido, que morreu num acidente enquanto a levava para o hospital pra dar à luz o filho, hoje um garotinho chato pra caralho de 6/7 anos.


A mãe tem sérias dificuldades em amar a criança. Ela se mostra como se obrigada a abraçar, é quase indiferente ao garoto, quando ele tem um pesadelo e pede para dormirem juntos assim que o menino cai no sono ela se solta dele e se vira, indo dormir no canto mais longe possível da cama. Como se ela associasse a morte do marido com o filho.

Para uma boa noite de sono: nada como uma boa história antes de dormir para acalmar a cria do cão a criança. Nada como escolher um livro que apareceu do nada na estante... Vamos ler Babadook hoje meu filho, vai ser super divertido.



Então Babadook começa a aparecer para o menino. Começa a perturbá-lo, a amedrontá-lo. O comportamento dele fica mais agressivo. E grita e chuta. Tem convulsões ou é possuído. Fica obcecado pelo Babadook, só fala nele. A situação fica tão séria que a mãe rasga o livro e joga no lixo.  

Mas... num dia lá está o livro inteiro no chão da porta da frente. Agora com mais páginas. Mais poderoso. "The More You Deny Me, the Stronger I'll Get" ("Quanto mais você nega, mais forte vou ficar"), essa frase define o filme.

A partir daqui o bicho fica louco: a mãe começa a ver o Babadook também.


"Como você está?" "Ah, tô bem... tô ótima."

Basicamente é um filme de pessoas lidando com a perda, que no começo apenas negavam para todo mundo, que com todas as forças diziam ter superado, diziam estar ótimas. Na verdade, haviam deixado o Babadook entrar. 

O medo, a raiva, o luto, o desejo de matar, a culpa. Babadook é como se fosse a exteriorização de pensamentos e sentimentos reprimidos. A mãe joga pra fora de si por não aguentar mais, e começa a encarar aquilo como se fosse de outra pessoa ou de outro ser. Babadook. Mas de uma forma ou de outra ela terá que enfrentá-lo.
  

Era isso. 'Té mais.




P.S.: achei desnecessário terem mostrado a cara do Babadook, ficou um pouco tosco... fazer o que, né?


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