terça-feira, 31 de março de 2015

Ayakashi – Japanese Classic Horror



     O anime é dividido em três partes, tendo cada uma sua identidade visual própria, e até onde pude notar entre elas não há ligação a não ser a trilha sonora (♫ ♫ que é  muito boa!). Ele se utiliza muito de histórias, de lendas, enfim da cultura japonesa, vemos samurais, espíritos (vingativos), demônios correndo, deusas tomando banho, cigarras, cigarras, cigarras. E aproveitando, antes de falar um pouco de cada uma das partes, vejam um trailer:







Yotsuya Kaidan

     Logo no começo me chamou a atenção os olhos dos personagens... eles são “puxados” achei esse detalhe fantástico.  Mas, vamos para história, ela é baseada em um kabuki (uma espécie de dramatização com canto e dança) sobre uma lenda de uma mulher que foi traída pelo marido – a quantidade de escrotidão por minuto nessa parte é um pouco alta –, e sendo assim, ela (morta!) quer vingança.

Para mim conseguiram criar um clima de terror muito bom nessa parte, principalmente numa cena que um personagem está olhando o interior de uma casa por um buraco, ali praticamente em 5 segundos o terror já tava montado.

E de ponto negativo acho que o único que eu poderia apontar - sendo chato - é que achei muita informação para tão poucos episódios, o tempo foi muito curto e isso é tão cruel...







Tenshu Monogatari 

     Na segunda história há um castelo que a maioria das pessoas evitam por acharem que lá moram demônios, mas, na verdade, são apenas Deuses Esquecidos,que se alimentam de humanos =D e que, com o risco de perderem seus poderes (imortalidade inclusa aqui), não devem se apaixonar por mortais (ok, merda feita com sucesso)... É muito interessante a mitologia dessa parte e o jeito como as moradoras do castelo se movem...








Bake Neko 

     Por fim, o desenho psicodélico da última parte, que nos ensina que é muito importante exorcizar a casa antes de um casamento. 

     Sinopse: quando começa a morrer gente e ninguém pode mais sair, surge o Kusuriuri - um vendedor de remédios -, que possui uma arma que pode matar o que assombra a casa, o problema é que pra desembainhá-la é preciso antes saber o que houve ali que de tanto rancor criou esse “monstro”. Das três é a minha preferida.





sexta-feira, 27 de março de 2015

O filme que me interrompeu

Por: Morpheus
“Alguma vez você já confundiu um sonho com a realidade? Ou roubou algo quando você tinha o dinheiro? Você já se sentiu triste? Ou pensou que o trem estava em movimento quando ele estava parado? Talvez eu fosse louca, talvez fossem os anos 60, ou talvez eu fosse, apenas uma Garota Interrompida.” 

E assim começou minha relação séria com esse filme.



  Garota interrompida é do tipo de filme que pode te dividir em um "antes" e "depois" de assisti-lo, pelo menos foi assim comigo. Todas as inseguranças da personagem foram projetadas em mim, me fazendo ter um laço emocional com ela. Terminei de assistir o filme agora, e minha unica certeza é... todos temos um pouco de Susanna em nós mesmos. 


(Eu também migs, eu também)



 Após uma tentativa de suicídio e uma consulta com um psicanalista, Susanna é diagnosticada com Transtorno de Personalidade Limítrofe(ou borderline).
 Susanna é enviada a um hospital psiquiátrico onde conhece várias garotas desequilibradas, mas seus desequilíbrios as tornam incrivelmente interessantes e sedutoras. Susanna, em meio a seu tratamento e suas crises existenciais, se envolve sentimentalmente com cada uma dessas garotas. Susanna aos poucos vai descobrindo suas histórias, de onde vieram, como se alimentam, essa semana, no Globo report... não, pera. 



Então vamos conhecer um pouco das candidatas a "Miss desequilíbrio". Façam a fila do remedinho garotas, que a chamada vai começar...




Polly 'Torch' Clark é uma garota que sofre de um trauma profundo pela desfiguração do seu rosto, e então se comporta como uma criança para não ter que lidar com esse e outros problemas que ela tem. Em uma cena Georgina, que é a companheira de quarto de Susanna, conta a historia de como Polly se queimou. Segundo Georgina, Polly tinha um cachorro, porém o cachorro estava lhe causando reações alérgicas, a mãe de Polly tirou o cachorro dela imediatamente e deu um fim nele. Polly, inconformada, jogou gasolina sobre o seu rosto e ateou fogo... Mas logo a frente vem uma pequena duvida sobre essa história que comentarei logo a frente.







Georgina Tuskin é uma mentirosa patológica, o legal é nunca saber se o que ela fala é verdade. Georgina é fascinada pelo Mágico de Oz, por se identificar com a personagem principal da estória. Ela contou a historia de Polly para susana, por isso não sabemos se é verdade. 




E então chegamos a minha personagem favorita ... Lisa. Ah, Lisa <3.
 Lisa é uma sociopata, a mais surtada de todas as garotas. Lisa não é só a personagem durona, ela é mais complexa que isso. A forte atuação de Angelina Jolie deixou a personagem incrivelmente forte e bem desenvolvida. Uma coisa é certa, você terá uma relação de amor e ódio com essa personagem. 




Daisy Randone tem inúmeros problemas, dentre eles distúrbios alimentares e isolamento das outras pessoas, mas o maior deles é revelado durante o filme...  Daisy mantém relações sexuais com seu pai. Infelizmente não nos aprofundamos mais na historia de Daisy, pois ela comete suicídio. E sobre o suicídio ... 




Why does the sun go on shining?Why does the sea rush to shore?Don't they know it's the end of the world?'Cause you don't love me anymore... 







No decorrer do filme nos apegamos a cada uma dessas garotas, principalmente por seus desvios psicológicos. O motivo dos desequilíbrios mentais de algumas das garotas são revelados, outros nos deixam intrigados... Mas uma coisa é certa, a agonia que cada uma delas passa é transmitida de uma forma muito sensível.  Uma coisa em comum em todas elas é que em meio a esse ambiente insano, elas encontraram refugio e apoio umas nas outras. O fato de se sentirem seguras juntas tornam as coisas mais difíceis, pois elas querem permanecer como estão para que não sejam mandadas para casa.  

(Winona e Angelina durante as gravações)

Por fim, posso dizer uma coisa, Garota interrompida é o tipo de filme que morde e assopra. O tipo de filme que te faz esfregar os olhos e voltar a si após uma viagem extraordinária por suas inseguranças ampliadas em cada uma das personagens. E um motivo para verem esse filme é que vocês não vão achar que são os únicos tem algumas paranoias e crises existenciais. 

(Farei um texto sobre o livro quando eu ler ele)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Shigatsu wa kimi no uso Resenha. o/







Gente, eu sei que andei sumida e perdida na vida. Desculpem do fundo do coração, é que estou muito desorganizada e com o começo das aulas, não consegui me programar ainda, mas vou conseguir. Enfim, vou finalmente inaugurar a sessão asiática do Grifo e essa semana vou escrever sobre Shigatsu wa kimi no uso, no caso vou comentar sobre o anime, já que não tive a oportunidade de ler o mangá (ainda).
Esse mangá foi escrito por Arakawa Naoshi e começou a ser publicado em 2011, bem não vou me aprofundar muito em informações sobre o mangá, porque não encontrei muita coisa; então esse mangá, como geralmente acontece com os mais famosos e que fazem mais sucesso, deu origem ao anime que começou a ser exibido no final do ano passado (Novembro ou dezembro).



Sobre o enredo:

Arima Kousei sempre foi um prodígio no piano desde pequeno, com sua mãe sendo pianista e uma amiga dela, que também era pianista, ele cresceu com a musica em torno de si; ainda muito novo já sabia peças de Choplin, Bach entre outros; Mas sua mãe já estava doente havia algum tempo e passou a exigir do pequeno Kousei que tocasse conforme a partitura, sem fazer nada a mais e ele acatava pacientemente, mas um dia sua mãe lhe bateu e ele disse que desejava que ela morresse de uma vez.


Bom a mãe dele morreu e ele nunca mais conseguiu tocar piano outra vez, seja por culpa ou saudade, ele sempre dizia que não podia tocar porque não escutava mais o piano; Mas, nosso Kousei serviu de inspiração para muitos, sendo de sua geração, ou não, quando ele parou muitos se decepcionaram; sendo assim cerca de 12 anos se passaram desde a morte da mãe e da ultima vez que ele tocara piano, ele contava apenas com seus amigos Watari e Tsubaki, que são muito engraçados e muito especiais; no entanto aparece uma terceira pessoa Kawori, uma garota que irrita o Kousei, mas que veio para mudar sua vida.














O que vi nessa estória

Bem, a historia começa a partir do momento em que a Kawori entra na vida do Kousei, e tenta fazer com que ele volte a tocar piano e tudo gira em torno disso. É uma estória emocionante e divertida, ver os personagens se descobrindo e descobrindo o mundo, é incrível, a forma como os personagens foram trabalhados foi maravilhosa; A coisa mais incrível sobre os animes e mangás é a mensagem que eles passam, nesse eu senti que as personagens me diziam: “Mesmo que nada dê certo, não desista, isso ainda é você”. O anime já terminou e diga-se de passagem: Que final! ufa!Mas, o mangá continua!De resto o anime fala por si só, tento ao máximo não passar spoiller, mas acaba ficando meio vaga a minha resenha, então desse vez, vamos só chamar de sinopse.

Eu realmente recomendo muito esse anime, ele tem um traço, um enredo, e personagens muito lindos. Eu acho que vocês irão gostar. É isso pessoal, ate a próxima. ^^



Lembrando que você pode encontrar o anime para baixar no:
Para ver online no:
Quanto ao mangá:

sábado, 21 de março de 2015

Saiu trailer oficial de "Paper Towns" \o/

Boa tarde, amores! Como estão? Espero que bem. Hoje o post será curto, visto que não li nada essa semana por conta da minha rotina louca na Universidade x_x Mas não poderia deixar de compartilhar com vocês essa novidade (caso você não tenha visto, é claro :p). 




Segue a sinopse da história:
Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Particularmente, "Cidades de Papel" não é minha história favorita do Green. O início é legal, amo a forma como ele constrói seus personagens, são únicos. O meio é minha parte favorita (realmente adoro toda aquela viagem de carro do Q com seus amigos) mas o final... Fiquei com cara de poker face .-. Margo está longe de ser uma garota comum mas ela me irritou com todo seu ar de mistério, eu esperava uma atitude diferente dela nas últimas páginas. De qualquer maneira estou mais do que empolgada para assistir ao filme e contar para vocês o que achei \o/

PS: Já amei a cena em que Q e M estão no edifício. Um dos diálogos mais bacanas do livro <3 

quarta-feira, 18 de março de 2015

A maldição de Magnólia




Capitulo I

“Ainda me lembro de sua beleza refrescante e juvenil e da confiança que ela passava com seu olhar; a Linda Isobel Magnólia encantou esse pobre homem aprisionado pelo nome Marechal que tão me afligia. Isobel foi como o primeiro suspiro logo depois de quase se afogar.

Lembro me bem de seus olhos cor de mel que exerciam um feitiço sobre mim; minha família totalmente adepta aos costumes da Europa do século XVIII, não poderia aceitar que seu primogênito, destinado a herdar sua enorme fortuna, sobrevivente dos novos tempos e novas tecnologias; se envolvesse com uma filha de padeiros, vinda de uma pobreza inadmissível. Mas, o que eu podia fazer? Era como um inseto indo em direção a luz; sabia que ela tinha algo estranho e que tinha um segredo, mas meu amor por Isobel não conhecia limites.

Só não contei a Isobel que também escondia dela um segredo além de sua compreensão.”

- Trecho do diário de Vitor Marechal 1788-

Capitulo II

Reza a lenda que Vitor Marechal e Isobel Magnólia tiveram um amor verdadeiro e puro, mas o casal era de fato inconcebível como apontara a Sra. Marechal, já que a família de Vitor vinha de uma linhagem muito antiga de bruxos e ela era além de muito perigosa e ambiciosa, dedicara sua vida para caçar a família de Vitor, ou seja, vinha de uma linhagem de caçadores de bruxos e bruxas; ela almejava a morte de toda aquela família por suas próprias mãos, mas optou pela morte do único filho e herdeiro não só dos bens materiais, mas dos poderes da família, que nesse caso eram drenados pelo mais novo herdeiro com o passar dos anos ate a morte de seus pais.

Isobel já não tinha mais família, seus pais haviam morrido em busca de bruxos pelo mundo e agora sua filha seguiria seus passos afim de honrar o nome da família. Ela sabia o que fazer fora treinada durante seus 25 anos de idade e agora era chegada a hora de agir. Na semana seguinte usando a profissão que seus pais usavam como disfarce, como desculpa para se aproximar de Vitor, que estava distraído com a leitura de um livro, começou uma conversa casual com seu alvo muito bonito por sinal.

- Bom dia senhor! Gostaria de experimentar um sonho fresquinho?

Quando ele a olho, ela reparou em seus lindos e sinceros olhos verdes, e seus lindos cachos negros emolduravam uma expressão triste e solitária, ela estava distraída com sua beleza, quando ouviu sua voz de um tom melancolicamente melodioso responder:

- Eu adoraria ter um bom sonho essa manha! Me veja uma dúzia deles?

- sim, claro!

- Obrigada, senhorita... ?

- Magnólia

- Que belo nome!

Por algum motivo ela ficara realmente envergonhada e emocionada, mas pensou que era devido a sua inexperiência.

Depois da primeira abordagem, foi mais fácil fazer com que as seguintes acontecessem, e ela logo percebeu que o rapaz havia se apaixonado por ela. Mas e ela?



Capitulo III

“Eu tive que ver o que estava por traz daquele homem que eu busquei toda minha vida afim de mata-lo e acabar com sua linhagem; em todos os encontros às escondidas eu tivemos, não pude negar o quanto ele era infeliz e solitário, o quanto seu nome pesava em suas costas; notei também que desde que nos conhecemos um raio de luz iluminou seu rosto e ele sorria mais vezes na minha presença.

Me peguei feliz por ele estar feliz, se seu coração chorava o meu também chorava; e que meu coração palpitava todas as vezes que recebia seus bilhetes com nosso código secreto no final:

‘Preciso ver os olhos castanhos mais lindos de toda a França!

Código; coçando o nariz!

Marechal. V.’

Foi nesse momento que percebi o dilema em que me encontrava. Amar Vitor ou honrar minha família?”

- Trecho do diário de Isobel Magnólia 1788-

Capitulo IV

O casamento foi assunto para mais de um mês na cidade e quando voltaram da lua de mel, eles ainda eram alvo de fofocas e Isobel alvo da inveja de muitas moças da cidade, mal sabiam elas o que a agora Sra. Vitor Marechal fizera para conseguir se casar.

O novo senhor Marechal estava muito feliz com sua esposa e ficava a cada dia mais forte, enquanto seus pais definhavam pouco a pouco, mas ele sabia que isso aconteceria e não havia como evitar; Sua esposa sempre evitava os sogros, mas fazia –lhes refeições em consideração ao marido. O resto Vitor fazia com ajuda das empregadas da casa.

Ela não esperava que a primeira pessoa que amaria de verdade seria o homem que passara a vida planejando matar e exterminar sua espécie da terra, mas Isobel escolheu honrar sua família ao invés do amor que sentia por Vitor, quando este chegou em casa depois de ir cuidar dos pais, se deparou com um jantar realmente especial, que sua esposa preparara para ele. E perguntou a ela:

- temos alguma ocasião especial?

- só queria agradar você meu amor.

- como um condenado prestes a ir para forca? – ele disse brincalhão.

- Quase isso.

- Entendo...



Capitulo V

Na noite de 31 de outubro de 1789 Isobel dá ao seu querido Vitor uma substancia que sabia que poderia entorpecer os sentidos de um feiticeiro forte; quando se deu conta viu o ódio nos olhos de Vitor que estava agora preso e torpe sem acesso aos seus poderes de forma a conseguir se libertar e impedir a mulher que enchera sua vida de cor e alegria, de mata-lo.

- Isobel, por que está fazendo isso?

- Porque é a honra da minha família, e porque a sua família é uma praga para o mundo.

- então você casou comigo para facilitar seu trabalho de me matar?

- Foi um dos motivos. Também foi por te amar. Querido acho que vou ter que arrancar seu coração, para ter certeza que você não ira sobreviver. Sabe, meus pais também eram caçadores de pessoas como você e sua família e eles morreram assim. Eles me ensinaram tudo com o objetivo de pegar os únicos que eles não conseguiram, os Marechal. Ultimas palavras?

- Eu realmente amei você, e acho que mesmo agora... todas as vezes que uma descendente sua se apaixonar por alguém esse alguém terá a mesma dor que você me casou e morrerá pelas mãos da mulher que ama, ate o seu sangue não existir mais nesse mundo. Ate mesmo esse nosso filho...

Isobel não esperou ate que que Vitor terminasse sua frase e enfiou uma adaga em seu peito abrindo lhe e retirando seu coração.

- Eu amo você querido, e eu vou levar sua maldição comigo.

- Isobel... amo.. você



Capitulo VI

Depois de matar Vitor, ela chorou por algum tempo e queimou seu lindo porte elegante, junto com sua casa e fugiu para um pais vizinho; ela nunca mais fora a mesma, já que o seu proposito de exterminar a linhagem de seu amado, fora quebrado pelo nascimento do pequeno Pierre, que daria continuidade não só a linhagem Marechal como também a maldição que seu pai lançara a sua mãe; Isobel abandonou seu ideal familiar, mas se puniu ficando para o resto da vida como uma Magnólia.

Capitulo VII

Agora passados mais de dois séculos a linhagem continua e a maldição de Vitor faz a historia se repetir com Amelie Magnólia que acabara de matar Felipe Perrot, seu amado, e sem nem mesmo perceber, foi presa e se matou na prisão acabando finalmente com a maldição e com a historia trágica de sua família.

terça-feira, 17 de março de 2015

Resenha: O Rei de Amarelo, Robert W. Chambers


“Carcosa, onde estrelas negras pendem dos céus; onde as sombras dos pensamentos dos homens se alongam ao entardecer, quando os sóis gêmeos mergulham no lago de Hali.”
(pág. 22)

Do livro

    O Rei de Amarelo é, sem dúvidas, o mais alto estágio da arte que a humanidade ousou chegar. É uma peça de teatro dividida em dois atos; a inocência das situações do primeiro contrasta com o segundo ato de uma maneira que... NADA, nada iria preparar alguém para o que estava por vir... A banalidade das primeiras páginas apenas amplifica o terror do desfecho.
    O horror contido no livro foi tão grande para a época que levou o governo francês a confiscar os exemplares que começavam a circular pelo país, além de ser condenado pela imprensa e pelas religiões, censurado e tratado como livro maldito que poderia causar danos psicológicos aos leitores. Porém, essa é uma peça fictícia que aparece n'O Rei de Amarelo de Chambers. =D



Brooklyn, 1865

Robert William Chambers (1865 ~ 1933) nasceu nos Estados Unidos (no Brooklyn), estudou artes em Paris, foi pintor, ilustrador e uma espécie de Nicholas Sparks da época... “o maior sucesso veio de uma série de romances água com açúcar”.

Leitura de orelha

O Rei de Amarelo de Chambers é uma coletânea de 10 contos, sendo os 4 primeiros com um tom mais pesado e fantástico e com referências diretas ao Rei (a peça, que leva os leitores à insanidade); depois vêm 2 contos que são considerados de transição para a segunda parte mais realista e romântica, que é formada pelos 4 últimos contos.
Vi algumas pessoas dizendo que só gostaram dos primeiros, que o resto não deveria estar no livro de tão chatos ou longe da temática... Mas eu gostei do livro como um todo, só que realmente os outros não se comparam aos primeiros. Aqui vai quase nada na verdade de cada conto, só os títulos:
       O reparador de reputações
       A máscara
       No pátio do Dragão
       O Emblema Amarelo
       A Demoiselle d’Ys
       O paraíso do profeta
       A rua dos Quatro Ventos
       A rua da primeira bomba
       A rua de Nossa Senhora dos Campos
       Rue Barrée

Sylvia, Sylvia, Sylvia

Até agora, não sei se as histórias se interligam realmente, se participam do mesmo universo, ou se são versões de realidades alternativas (Nossa!), e as notas me perturbaram ainda mais, longe de elas serem ruins, as notas do livro ao fim de cada capítulo são excelentes, chamam atenção para detalhes interessantes, possíveis ligações entre os contos, as mais variadas teorias sobre a narrativa do Rei de Amarelo (do Chambers), além de dar alguns fatos históricos que contribuem para o entendimento.
Uma coisa que da base a essas teorias é que as histórias têm elementos semelhantes: vários artistas (pintores, escultores), alguns acontecimentos citados em um que ocorrem em outro (isso é fantástico para mim), nomes que se repetem, o próprio livro O Rei de Amarelo (a peça), e o excesso de Sylvias (puta que pariu), acho que foram uns três contos que tiveram uma personagem com esse nome.

 “A esperança gritava: ‘Não!’ Por três anos eu escutei a voz da esperança, e por três anos esperei ouvir um passo à minha porta. Será que Sylvia tinha esquecido? ‘Não!’, gritava a esperança.”
(Pág. 101)

Utopia, distopia, loucura

O Reparador de Reputação... esse 1º conto já me arrebatou; nele é contada a história de Hildred Castaigne, que se envolve com um homem estranho cujo trabalho é reparar a reputação (olha o título '-') das pessoas pelo mundo.
Mas, o que mais chamou minha atenção foi a pegada futurista dele; foi difícil na leitura acreditar que o livro tinha sido publicado em 1895, ele é quase profético: os EUA que tinha tido uma guerra com a Alemanha, e, também, algo que deixou a Guerra Fria na minha mente.

"os Estados Unidos contemplavam com tristeza e impotência a Alemanha, a Itália, a Espanha e a Bélgica sofrerem com as desgraças da anarquia, enquanto a Rússia, que assistia a tudo do Cáucaso, envolvia-as e capturava uma por uma"
(pág. 21)

Como o conto é em 1º pessoa, ficamos presos à visão de mundo do narrador, e para ele esse futuro são “mil anos de paz e felicidade”, onde o país prospera, cidades renovam sua arquitetura e vivem uma efervescência cultural, tudo é muito certo, perfeito, para Hildred, ele vive em uma utopia.
Mas, toda essa ideia maravilhosa dá de cara com o fato de que os Estados Unidos havia expulsado os negros e os judeus de seu território; e que era um governo extremamente militarizado, além de que foram abertas em várias cidades Câmaras Letais, para o povo se matar, porque a demanda tava muito grande (sensacional), e com isso a ideia de utopia se esfarela dando lugar a uma ideia de futuro de merda (distopia para os íntimos).
Para piorar há o fato de o narrador ter acabado de passar por um tratamento de insanidade. Agora a loucura entra em cena fazendo a realidade se curvar, deixando instável tudo em volta. E se esse futuro for apenas um delírio. Utopia? Distopia? Loucura mesmo? Só sei que é genial...

Ficha técnica

Título: O Rei de Amarelo

Autor: Robert W. Chambers

Tradutor: Edmundo Barreiros (com revisão comentada de Carlos Orsi)

Ano: 2014 (1ª edição)

Editora: Intrínseca


sábado, 14 de março de 2015

Love, Rosie



Hello, everebody \o/ Mais uma resenha quentinha pra vocês e hoje irei compartilhar minhas impressões sobre Love, Rosie (em português Simplesmente Acontece).

A sinopse do filme, de acordo com o site cinepolis.com.br : Você não precisa ir tão longe para encontrar aquilo que mais procura. Alex (Sam Claflin) e Rosie (Lily Collins) são amigos inseparáveis que cresceram juntos em Londres, compartilhando entre si suas melhores experiências. Tudo muda quando Alex ganha uma bolsa de estudos e passa a morar nos EUA. Separados, seus caminhos agora são outros. Mas nos tempos de hoje é impossível não permanecer conectado. E em se tratando de amor, o difícil é fazer as escolhas certas.

Como descrito anteriormente, iremos acompanhar a construção da amizade entre Alex e Rosie, que se conheceram bem pequeninos. Desde então eles compartilham uma relação baseada em companheirismo, fidelidade, carinho, sorrisos e cumplicidade. Mas é palpável para nós, telespectadores, a paixão que emana dos dois. Os olhares bobos, os sorrisos sem muito esforço.

Tudo seguia como eles haviam planejado: Alex recebera sua bolsa para cursar Medicina em Harvard e Rosie iria para a Universidade de Boston, onde pretendia cursar Hotelaria. Mas uma surpresa cai sobre o colo de Rosie e ela vê seu sonho ser adiado (e bota adiado nisso).

Cada um segue sua vida, mas o contato permanece. E o que segue então são cenas de como ambos lidam com as novas obrigações, família, perspectivas, relacionamentos. E cá para nós: que dedinho podre Alex tem para escolher namoradas viu?

Acredito que se me prolongar sobre a história acabarei soltando spoilers, então prefiro que a curiosidade de vocês seja atiçada e que corram para o megafilmes e assistam u_u O link aqui: http://megafilmeshd.net/simplesmente-acontece/

"Sempre cuidarei dos seus sonhos, Alex. Não importa o quão estranhos ou diferentes eles sejam".

O filme é encantador. Me arrancou gritinhos, suspiros, fez meu coração apertar, acelerar e desejei loucamente ter um melhor amigo como o Alex. A vida pregou boas peças nos dois, mas tudo era sobre simplesmente eles se darem uma chance, se permitirem viver esse sentimento tão puro e sincero. Entrou para lista dos meus romances favoritos e assim que tiver lido o livro, terá resenha também. Tenho certeza que irei me encantar.


"Rosie Dunne, aceita ser meu par para o baile?"

PS: Sobre a família da Rosie: pais companheiros, solidários e amorosos. O pai dela é um amigão sabe? Depois do Alex, é meu personagem masculino favorito <3 E a Ruby, caramba :p Sincera, direta e companheira. Uma melhor amiga que todos merecemos. 

Ficha Técnica:

Título: Love, Rosie
Roteiro: Juliette Towhidi
Direção: Christian Ditter
Elenco: Lily Collins, Sam Claffin, Suki Waterhouse, Christian Cooke...
Duração: 102 minutos
Classificação: 14
Gênero: Comédia/Romance
País de Origem: Alemanha/Inglaterra


.C.Schreave. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Into The woods





Considerações iniciais.

Esta que vos escreve realmente ama produções musicais e se pudesse moraria dentro da Broadway, nem que fosse para limpar o chão, se pudesse ver os espetáculos; como sou pobre e não terei a oportunidade de frequentar o mais famoso teatro do mundo e ver as melhores peças musicais, tão cedo, minha melhor chance é ver os filmes musicais, que geralmente são adaptações cinematográficas de roteiros teatrais.

Sou fã do melhor ator de todos, Johnny Depp e já me criticaram por isso algumas vezes, mas prefiro deixar isso de lado aqui, a questão é que foi assistir Into The woods por dois motivos principais, o já citado lindo ator e a diva e dona disso tudo aqui Meryl Streep, estava esperando que todo o elenco fosse muito talentoso, mas não esperava que fosse tão fantástico, todos esses atores e atrizes fizeram um trabalho de cair o queixo. Vou mostra a vocês e tenho certeza de que vão querer ver o filme.



Ficha técnica do filme:

Titulo original: Into the woods

Titulo no Brasil: Caminhos da floresta

Distribuidores: Disney/ Buena vista

Diretor: Rob Marshall

Áudio original: Inglês

Bilheteria no Brasil: 137.161 ingressos

Ano: 2014



Bem, para começar a explicar...

Como eu já mencionara anteriormente, a maioria dos musicais produzidos no cinema é uma adaptação de roteiros de musicais da Broadway, com Into the Woods não foi diferente; Essa peça estreou no mais famoso teatro do mundo em 1987, e foi premiada com os Tony awards de melhor trilha sonora e melhor livro musical. (o Tony Awards seria como o Oscar dentro do teatro). Esse filme foi o resultado da terceira tentativa de adaptação do roteiro teatral para uma versão cinematográfica, e a parceria entra o diretor Rob Marshall e Johnny Depp, que acontecera pela primeira vez em "Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas", se repete na adaptação feita pela Disney em parceria com a Buena vista.

Só um pensamento que me passou pela cabeça enquanto escrevia esta resenha: "Por que o Oscar é tão famoso e o Tony Awars não?' e ai me veio a ideia de que o percentual de pessoas no mundo que tem acesso a cultura do teatro é minima, enquanto que o cinema tem um alcance muito maior de publico e isso afeta diretamente a popularidade da entrega de prêmios nesses dois ramos artísticos. Teatro é para um grupo restrito.

Da sinopse do filme em si:

Bom, o filme vai recontar as historia de contos de fadas, mas de uma forma um tanto diferente, por dois motivos principais: o primeiro é que todos os personagens passam pela floresta em algum momento (Dai o nome do filme/peça), e o segundo é que há uma “historia principal” que liga todas as outras e assim faz com que os personagens interajam entre si, além é claro dos personagens de suas próprias historias.

O primeiro ponto a ser observado é que essa “historia principal” é a do padeiro (James Corden) e sua esposa(Emily Blunt) que desejam muito um filho, e descobrem logo que sua infertilidade é devido a uma maldição jogada em sua família por uma bruxa (Meryl Streep), cujo o pai do padeiro roubara sua horta e levara seus feijões mágicos. ela por sua vez foi amaldiçoada por sua própria mãe, que lhe tirou a juventude e beleza, por não conseguir guardar os feijões; Esta bruxa lhes aparece, e não tão pacientemente, lhes explica a situação e oferece um acordo para quebra da maldição, para que enfim possam ter seu tão sonhado bebê; tudo isso contando, é claro. (Ora bolas, trata-se de um musical afinal). O acordo consistia em uma lista de itens que o casal deveria trazer a bruxa ate a meia noite do terceiro dia após o acordo ser fechado, que é também o tempo em que todo o filme acontece. A lista incluía:

- Uma vaca branca, que produzisse muito leite;

- Uma capa vermelha com sangue (não me perguntem, logica da Broadway!);

- Uma mecha de cabelo amarelo como milho;

- Um sapato de ouro puro;

O ponto chave é que todos os personagens das outras historias tem os itens que o casal precisa, e é ai que os personagens começam a interagir. Outro ponto interessante é que os personagens tem consciência de sua condição, como personagens, e de que pertencem a uma historia e que não devem se desviar dela. Quando lia contos de fadas, quando criança, sempre imaginei que para os personagens tinham suas vidas narradas, sem se dar conta de sua realidade. Mas essa ideia é fascinante, nessa humilde opinião. ^^

Sobre os atores que participaram do filme e suas maravilhosas performances, para começar podemos falar da bruxa, que foi interpretada pela diva Meryl Streep, que é de longe a mais experiente, e com musicais então... além da linda voz, Merryl deu a personagem um certo tom cômico e dramático ao mesmo tempo, ela era irônica e não pensa duas vezes em lembrar o padeiro e sua esposa quem estava no controle ali.





Corden e Blunt foram impecáveis como o padeiro e esposa, sendo talentosos como são, mostraram como o casal eram um o complemento do outro e como essa experiência fizera com que eles relembrassem sentimentos já deixados um tanto de lado, e melhoraram sua relação. Anna Kendrick e Chris Pine fizeram um casal mais engraçado que qualquer outra coisa, pausa para o cara de pau do príncipe do Pine, e os trejeitos super divertidos. O mais divertido é que a Cinderela passa três noites fugindo do príncipe dela (Chris Pine) que fica angustiado: "Como é possível uma garota fugir de mim?" 





As crianças que participaram me deixaram de queixo caído, muito talentosas, primeiro aparece o lindo do Daniel Hunttlestone, que deu uma energia e vivacidade para o João, eu nem gosto muito dessa estória, mas com ele lá eu curti; e depois vem a fofinha da Lila Crawford que trouxe uma chapeuzinho como aquelas meninas que tem uma resposta para tudo e extremamente gulosa.





É bem verdade que eu deixei para falar do lobo, porque é o Johnny Depp, vocês não podem me culpar, enfim, a participação dele foi curtinha, mas valeu cada segundo, quando aquele homem canta acontece algo diferente comigo... <3




Claro que os secundários também foram fantásticos, e mesmo sendo leiga tanto em cinema quanto em teatro, posso imaginar quealgumas personagens tiveram suas participações reduzidas na versão do roteiro para cinema, mesmo que tivessem um papel importante na historia, como a Rapunzel, que pouco apareceu na historia.




Conclusão:

Enfim, não tem muito o que eu possa dizer, sem passar spoiller, mas basta saber que é uma estória incrível, que nos faz ver que nem sempre os finais dos contos de fadas são os melhores ou mais felizes; os personagens de Into the woods são como pessoas comuns que aprendem com seus erros e foi essa uma das características que mais me encantou na estória.


Esta humilde pessoa que assistiu ao filme e escreveu esta resenha mediana, não conseguiu encontrar defeitos, em um filme que é uma adaptação de um musical, com a Meryl e o Depp no elenco; se o caro leitor conseguir, favor deixar aqui nos comentários. Obrigada meus queridos e ate a próxima. ^^

quinta-feira, 12 de março de 2015

Minha humilde opinião sobre Vulnicura, o novo álbum da Björk.

Por: Morpheus


Posso estar exagerando um pouco, mas é que não tem como não ficar empolgado com o novo CD e vídeo clipe dessa artista maravilhosa. Björk provou mais uma vez ser é uma artista unica, e que passa longe da mesmice da musica pop convencional. Se Björk pode ser considerada a mãe da musica alternativa? pra mim sim, e com o Vulnicura ficou ainda mais claro.




Ela vem mais emocional nesse álbum, se mostrando mais sensível em sua arte. Com as poderosas combinações de suaves batidas, violinos e uma voz sempre agradável, Björk deu a luz a Vulnicura. Um álbum que nos leva a uma viagem pelos sentimentos da artista claramente impressos nas letras. 

"Talvez ele vai sair dessa me amando
Talvez ele vai sair dessa
Sinto o cheiro de declarações de solidão
Talvez ele vai sair dessa" - Lion Song -

Björk, que se separou de seu marido, relata a fragilidade da experiencia nesse maravilhoso álbum


Não demorou muito para  o clipe do primeiro Single ser lançado, Lionsong foi lançado hoje no youtube. Em uma cena nebulosa de "mais do mesmo" surge uma obra prima. O vídeo é de encher os olhos. Björk como sempre atuando muito bem como um ser desconhecido que parece estar curioso com tudo ao seu redor. E como marca impressa, Björk mantém aquele velho ar de busca interminável, busca por respostas e perguntas ao mesmo tempo.  Deleitem-se com a fragilidade poética da Björk nesse maravilhoso álbum. 





quarta-feira, 11 de março de 2015

Dias chuvosos









Capitulo 1

Era uma manha chuvosa a que eu te conheci ainda me lembro do seu sorriso e de sua introdução formal

- Bom dia! Prazer, eu sou Vincent Stone

Você era como um raio de sol em um cinzento e carregado.

O dia que eu te perdi também era chuvoso.

Capitulo 2

Na delegacia onde eu trabalhava, veio uma denuncia de atuação da máfia e eu nunca imaginei quem teria sido a vitima, meus colegas não me deixaram te ver mesmo que eu dissesse que não consegui nem ao menos me despedir.

- Amanda, você não vai querer lembrar dele assim, ele vai ser cremado como pediu à família.

Naquele dia eu morri junto com você.

Capitulo 3

Sou uma desertora e planejo encontrar as pessoas que tanto lhe causaram mal, e encontro. Não foi nada fácil me passar por uma deles, mas como meu falecido pai tinha seus contatos nesse meio facilitou um pouco, me infiltrei e conquistei a confiança da maioria deles, são todos obtusos, mas perigosos.

- Você puxou ao seu pai bambina.

- parece que o sangue fala mais alto do que eu pensei.

Capitulo 4

Foi em uma quarta feira, fazia um tempo bom, já não podia mais adiar, sabia que já estava morta em vida por isso não tinha mais nada a perder e cortei a garganta de Marco, na frente de todos, e arranquei um pedaço de sua orelha. Matar um irmão tão querido entre eles, era pedir para morrer, mas já havia me vingado de quem tinha te tirado a vida, e não ia deixar que me matassem seria um insulto a mim mesma, deixar que aquele bando de trogloditas tocassem em um fio de cabelo meu.

Capitulo 5

Morrer por overdose é o clássico para as estrelas de cinema e da musica, mas para mim que estava fugindo da policia e da máfia era a forma mais rápida e discreta, de ir encontrar todos os que me deixaram inclusive você.



Quando chegaram já não havia mais nada o que eles pudessem fazer; não me pergunte quanto tempo eu passei obcecada pela vingança, ou quanto tempo eu levei para cumprir meus planos, o que importa é que eu consegui, e não tenho ideia de para onde eu vou agora, mas não tenho medo do escuro e nem da luz.

segunda-feira, 9 de março de 2015

4ª Turnê Intrínseca


O evento em si
     Aconteceu nesse último domingo (dia 08/03/2015) em Teresina(PI) mais especificamente na Livraria Anchieta (bem... falaremos sobre isso daqui a pouco) a 4ª Turnê Intrínseca,  que começou às 16h e durou mais ou menos duas horas, foi marcado por uma exposição dos lançamentos da editora (com muitos gritos quando certos livros apareciam), um breve tempo para perguntas e, o principal da tarde, os sorteios de livros, camisas, e outros brindes... pois é, né... nós não ganhamos nenhum deles, mas também não saímos de mãos vazias, para cada um a editora deu um kit (um estojo da turnê, alguns bottons de livros, marca páginas e outras coisas). O evento foi um prato cheio para o pessoal da Intrínseca vender seus livros e divulgá-los, mesmo o estoque da livraria não estando tão preparado, vimos varias pessoas empolgadas comprando na hora um, três exemplares, e outras saindo com nomes para comprar em outra oportunidade.

Simpatia de Intrínseca
     Somos apenas elogios aos membros da equipe que organizaram e executaram o evento aqui em Teresina. Bastante receptivos, gentis e cuidadosos. Os livros e kits sorteados foram bem elaborados; a gente percebe o cuidado com que foram feitos e isso é além de atencioso: gentil.









C.Schreave Agradeço a iniciativa e só tenho a dizer que amei participar e que venha 2016 \õ/ Ah, antes que esqueça: adorei a exibição de trailers dos livros e de alguns autores falando (John, seu lindo ). Fez a gente se sentir mais próximo deles, sabe? Enriqueceu ainda mais a experiência e atiçou a nossa curiosidade.

     Foi muito bom saber dos livros que serão lançados este ano, e de outras curiosidades, como a notícia de que a editora tá loucamente tentando comprar os direitos dos livros do Neil Gaiman; e aos que ficaram interessados, aguardem!, pois a Intrínseca irá relançar Os Filhos de Anansi e Lugar Nenhum logo mais...


Niel Gaiman e Amanda Palmer (sua esposa)


Quanto ao espaço onde o evento se realizou...
     Primeiro: custava deixar as pessoas entrarem na livraria para se safar do sol/pingos de chuva? Ficamos bestando lá por uma hora ou mais. 


J. Caronte: Ir comprar água em um posto de gasolina e escutar: "aquele fila toda é porque tão distribuindo quentinha?" não tem preço.

     Segundo: Por que não organizaram o lugar para receber a turnê? Óbvio que não caberiam 250 cadeiras ali mas custava por um tapete grosso no chão, pra pelo menos, suavizar a bunda de algumas pessoas?




     Nem um estande com publicações da editora foi colocado. Gente, é como se tivessem deixado a cargo apenas do pessoal da Intrínseca. Foi terrível e nos sentimos envergonhados, afinal, é na nossa cidade e isso pega super mal, principalmente quando começou a chover e a Carol, da Intrínseca, disse "vamos aproveitar enquanto não falta luz", pelo visto eles estavam muito bem informados.


C.SchreaveDe qualquer maneira valeu a pena toda a chateação. O evento foi maravilhoso e ainda sonho com meu kit "50 tons de cinza" :p Quem sabe na próxima eu tire a sorte grande.

P.S.: Como assim a Intrínseca só tem 40 funcionários? Partiu digitar/enviar currículo \o/

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