quarta-feira, 21 de junho de 2017

Árabes, fantasia e As Dez Torres de Sangue


"A noite na Araaaaaábia e o dia tambeeeeeeém é sempre tão quente que faz com que a gente se sinta tão beeeeem." 

Não preciso nem dizer o que chamou minha atenção nesse livro do Carlos Orsi: uma história fantástica com uma pegada mais árabe \o/ Só vem. Pode mandar lendas, mistérios e cidades ancestrais com seres mais antigos do que os Homens. 


"Talvez, ela pensou, houvesse verdades dentro de verdades, desesperos alimentando-se de esperanças como uma serpente que devora a própria cauda; talvez a realidade fosse algum tipo de jogo de espelhos, uma infinidade deles, colocados frente a frente, faces vazias refletindo-se entre si."

Algo que eu não esperava era que os personagens possuiriam uma relação com o Brasil, Portugal e a parte do continente africano onde vai se passar a história. "Como assim?" Temos um grupo com um mercenário francês, uma escrava judia, o El-rei de Portugal (Dom Manuel) e a irmã, que viveu um pouco no Brasil, mas teve que sair por causa de umas "tretas".



De início acompanhamos o mercenário com o pequeno grupo no deserto após um naufrágio. Eles estão a sobreviver em África para cumprirem a missão de levar a irmã do rei, Dona Teresa, até Goa (acho que é uma cidade na Índia, não sei).

Esse grupo é atacado e cercado por humanos com partes do corpo substituídas por partes metálicas. Aí o sangue já começa a rolar. Nessa confusão a trupe acaba se separando. E depois de vagarmos no deserto encontramos Antares, a terrível cidade das torres de sangue.



Aí vem uma parte que achei um pouco chata porque quebrou a narrativa para dar algumas explicações e para situar o leitor na mitologia usada. Mesmo que o livro não seja tão grande em quantidade de páginas, eu entendo que a história dentro dele trabalha com vários elementos que nem todo mundo conhece e que realmente alguns precisavam ser explicados, como foi o caso da Kabbalah (eu não sabia nem o que era), mas essa parte foi quase um monólogo. '-' 

Já uma das coisas legais do livro foi o personagem que tomou o posto de personagem-principal. Ele não faz parte da caravana do El-rei e se intitula como o "Filho do Vácuo", "um homem sem pátria, família ou religião". O interessante é que esse cara pode ser entendido como a junção de três religiões monoteístas, uma vez que ele é judeu, um cristão-novo e vive mais próximo do contexto muçulmano.  

Enfim, com elementos de ocultismo a história do Carlos Orsi foca na aventura e me lembrou os escritos do Robert E. Howard, com suas aventuras de capa e espada, lendas ancestrais, um universo um tanto sombrio e cheio de ação. 

Você pode encontrar o livro na Amazon (aqui) ou na Draco (aqui)Se alguém quiser conhecer um pouco da Kabbalah vou deixar um link para um vídeo do canal Conhecimentos da Humanidade (aqui).

Boa leitura. 'Té mais.





#DracoSpirit

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...