sábado, 15 de abril de 2017

A Bela e a Fera (live action)


Olá, Grifos! Como estão?
Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Teckpix?


Vamos falar é da versão live action de "A Bela e a Fera" que estreou nos cinemas no último dia 17, aqui no Brasil. Okay, let's go!


Antes de mais nada queria dizer que sou mais uma daquelas fãs doidas da animação, que sabe todas as letras das músicas e os diálogos também (Só a nível de informação... hahahahaha)
Bom, se você por algum motivo estranho não conhece a história por favor recupere sua dignidade e acompanhe essa resenha que vai ser super de boas.


Bela vive em uma pequena aldeia na França, onde ela e seu pai, Maurice, são bem diferentes do resto da galera que mora por lá; são cientistas - esse detalhe super lindo foi um bônus do live action já que na animação não é mencionada nenhuma profissão para Bela - além de ajudar o pai em suas invenções -. Um dia o pai precisa fazer uma viagem e acaba ficando preso no castelo de uma Fera bem zangada por ter pego uma rosa para Bela e ela, preocupada e culpada, vai até o castelo e se oferece para ficar, em troca da liberdade de seu pai. E com o passar do tempo eles vão da raiva mútua à amizade e depois para o amor.


O que achamos do filme:

1. Adaptação:

Sabemos que a animação de 1991 tem um nível altíssimo de qualidade e capricho e trazer toda essa magia para uma "realidade" com pessoas de verdade... bem, imaginamos que não deve ter sido fácil mas a equipe responsável pelo filme conseguiu responder bem às nossas expectativas, ao que parece o objetivo deles foi fazer um trabalho o mais fiel possível a animação e pra quem é fã isso foi maravilhoso, porque era um live action e é nisso que implica esse tipo de filme, o que não impede de acrescentar detalhes inéditos, como aconteceu aqui.


2. As músicas

Como vocês devem saber esse é um dos quesitos mais importantes, pelo menos pra mim, já que é um musical. Apesar de que na animação as músicas foram dubladas eu não esperava que fosse acontecer o mesmo na live action e fora algumas pequenas mudanças nas letras, creio que para adaptá-las, as canções foram tão lindas quanto as de 1991. <3

P.S. As músicas são de Alan Menken e as letras de Howard Ashman e Tim Rice. As melhores pessoas a quem destino meu amor! <3

Seja A Nossa Convidada (De "A Bela e A Fera (Beauty and the Beast)"/Audio Only)


3. Atuação:

Emma Watson: Admiro muito a pessoa e atriz que a Emma é, mas eu a percebi apática na maior parte das cenas. Suas expressões pouco variavam e em momentos cruciais, como a cena em que a Fera cai, ferida, não a vi derramar uma lagriminha ☹ Por outro lado, suas cenas iniciais de interação com o Luke Evans (Gaston) foram incríveis porque mesmo sabendo que a Bela da animação é uma mulher à frente de seu tempo, com sede de conhecer e desbravar outros lugares e possibilidades, percebemos o toque Girl Power da Emma na postura da personagem (e até no jeito fofo de revirar os olhos, haha).

Outras duas cenas que muito me cativaram: a cena em que Bela ensina a garotinha a ler :') e quando ela e a Fera conversam sobre Shakespeare - o coração de shipper vai à loucura, pois é 😻

Emma é uma atriz talentosíssima, isso é inegável, então talvez as minhas expectativas estivessem elevadas ao quadrado e talvez ao escrever isso eu esteja exagerando ou até sendo injusta mas, de fato, não consegui me encantar por sua interpretação.

Dan Steves: o ator conseguiu transmitir de forma fidedigna as inúmeras faces da Fera: ora arrogante e grosseiro, ora frágil e desesperançoso. Conhecer o passado do Príncipe - mais uma sacada incrível do live action - não necessariamente nos faz relevar todas as suas ações e palavras duras assim como sua prepotência, mas nos faz compreender o porquê de tais ações e desenvolver a tão famosa e necessária empatia.

Luke Evans: a maior fucking surpresa do filme! Se na animação temos a figura de um homem rude, egocêntrico e intrusivo, na live action isso se multiplica por 1000 e acrescente ainda uma dose letal de agressividade e possessividade. Gaston é uma figura idolatrada por sua bravura e beleza e isso parece o suficiente para encobrir sua arrogância e intrusão na vida de Bela, afinal, que mulher não desejaria ser Madame Gaston? (ironia eterna '-'). Sua atuação é gloriosa e para mim seu personagem é, de longe, o mais crível e perigoso de todo o enredo.

Os moradores do castelo: assim como na animação, temos três personagens que se destacam: Madame Samovar (Emma Thompson), Lumière (Ewan McGregor) e Horloge (Ian McKellen). Cada um (e uma) representam a consciência da Fera. São mais do que empregados: são amigos e companheiros que abraçam a frustração e dor do Príncipe e unem forças para alimentar a esperança de algo melhor e maior para todos.

Josh Gad: menção honrosa para o personagem cuja redenção é tocante. Omisso, acuado, justo... Lefour nos mostra que mudar de opinião e postura não o faz contraditório e sim disposto a ser a melhor versão de si mesmo.



4. Problematização:
Muitos aspectos podem e devem ser levados em consideração neste tópico. Claro que se considerarmos o período em que a história se passa é esperado (e frustrante) das mulheres o título de bela, recatada e do lar. Qualquer comportamento que transgrida a esse estereótipo é tido como estranho, indesejado e até repulsivo. Bela, o enigma para a vila, é vista com estranheza não apenas por amar mergulhar no mundo dos livros; ela tem perspectivas para além de um casamento, uma casa e filhos para cuidar. Se trazermos para os nossos dias ainda é chocante (e para alguns inadmissível) para a sociedade ver uma mulher autônoma, independente, lutando por equidade. Bela pode sim ser considerada um símbolo de resistência e quebra de padrões.

O machismo tem em Gaston o representante ideal: um homem que se vale de tal condição para impor suas vontades e desejos. Seu argumento para ter Bela como sua esposa é por ela possuir beleza igual à sua... Seria cômico se não fosse trágico e patético não é mesmo? Há uma cena (com o pai de Bela) em que sua obsessão e possessividade atingem um nível extremo e afirmo: foi uma surpresa, um choque, uma verdadeira angústia porque infelizmente aquela cena é representada todos os dias em lares, nas ruas, em repartições públicas e tantos outros lugares e tendo mulheres no lugar de Maurice. Como eu disse anteriormente, Gaston é mais real do que gostaríamos... 

5. Conclusão:
Para nós o filme foi um verdadeiro e mágico presente. A fidelidade não apenas com o enredo mas com características dos personagens, figurinos, ambientação foi magnífica. E sim, gente, o objetivo do filme não é apresentar uma nova versão da história: é contar a trama que tanto adoramos sob um novo formato e com informações que, por mais simplórias que possam ter parecido, fizeram a diferença - conhecer um pouco mais do passado de Bela e Fera, para mim, deu uma profundidade aos personagens.


E pra fechar nossa resenha queremos desejar um maravilhoso BDay pra nossa eterna Mione, dona dos nossos corações, que ela continue a ser esse ser humano maravilhoso que luta pelo que acredita e incentiva as  meninas do mundo inteiro a fazer o mesmo. Obrigada por existir Emma! Nós te amamos! <3 Compartilhem até chegar na Emma! Nunca pedimos nada a vocês. <3



Ficha Técnica:

Titulo: A Bela e a Fera
Direção: Bill Condon
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans
Gêneros: Fantasia, Romance, Musical
Nacionalidade: EUA

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