sábado, 25 de março de 2017

A Morte é orgulhosa, desejosa e cheia de vaidade #mulheresparaler

Oi, oi, oi <3 Como estão vocês? Espero que bem 🙏💕

Vim fazer meu primeiro update (atrasadona, socorro) do projeto #mulheresparaler <3 Montei minha TBR toda lindinha e daquela singela pilha só finalizei a leitura de Objetos Cortantes (estou devendo resenha, mas prometo que sairá em breve) e iniciei Quarto de Despejo (de já adianto que vem sendo uma baita experiência).

Porém, semana passada tive uma gratificante e incrível surpresa. Escola dos Mortos, de Karine Videl, apareceu em nosso instagram - a autora está divulgando sua obra por lá então é só clicar no título já destacado pra conferir 😚

Fui apresentada à história de Lara Valente, uma carioca apaixonada pelas cores e calor de seu Rio de Janeiro. A garota divide um apartamento com Helena - sua mãe, uma pintora de quadros bastante espirituosa - e Ana - a irmã caçula, apaixonada por livros e cuja maturidade a torna a adulta da casa. O pai - o inglês Edward - saíra de casa há anos e até o momento em que a trama se inicia não sabemos de seu paradeiro.

Em uma noite, a visita de John Fitelberg - um representante do avô paterno de Lara e Ana - surpreende a família ao anunciar que o homem falecera e as garotas eram suas herdeiras diretas, visto que Edward nunca mais entrara em contato com o pai. Porém, a herança só será disponibilizada caso Lara se comprometa a estudar durante um ano em um internato na Inglaterra. Claro que em um primeiro momento a garota acha a ideia um absurdo, mas percebe o quão aquele valor poderia ajudar a si e sua família e acaba, por fim, acolhendo a ideia.

Sotrom - o internato - e seus alunos apáticos, reclusos e que evitam a qualquer custo se destacarem surpreendem Lara, porém tamanha morbidez é justificada, visto que qualquer aluno ou aluna brilhante e estimável possui destino já selado: terá seu fim pelas mãos de um assassino (cuja identidade ninguém ali tem conhecimento) enviado pela própria Morte. 

Lara será então uma das fatídicas vítimas da Sotrom, mas como a sinopse já enfatiza: sua vida está apenas começando 👀

Nossa querida protagonista se verá diante de uma outra escola, porém completamente o oposto da Sotrom: a Escola dos Mortos é, ironicamente, cheia de vitalidade, o que me remeteu ao mundos dos mortos em A Noiva Cadáver, de Tim Burton😊Os alunos esbanjam alegria, espontaneidade e simpatia, possuindo uma variedade de talentos - de atletas à músicos. Se destacar é algo completamente natural, afinal, a Morte é bastante cuidadosa com suas escolhas. 

Após o choque de constatar e tentar assimilar que está morta, Lara é contagiada pela energia da escola, enturmando-se rapidamente com um grupo bastante peculiar de alunos: temos uma mistura incrível de origens e personalidades, como por exemplo Mayumi, a doce japonesa que se tornará uma das melhores amigas de Lara. Miguel, o gentil português, Santiago, o assanhado espanhol, Aisha, a corajosa sul-africana, dentre outras figuras queridas.

Mas para além de seu grupo, Lara terá sua atenção roubada por um belo garoto de olhos negros e aura de poucos amigos: Luka Ivanovich. Distante dos demais alunos, o jovem só interage com sua família, os irmãos Alicia e Nikolai, que também não são a definição de simpatia. Tamanha hostilidade e frieza o faz ser visto como inalcançável, como se ninguém ali fosse digno de sua atenção. Bem, isso até ele notar e passar a observar Lara 🙃

Daí em diante teremos o desenvolvimento da história e um número significativo de reviravoltas que fizeram uma bagunça com minhas emoções. De campeonatos de futebol, passando por festas regadas à música e bebidas, flertes, até revelações do tipo VRÁ!, Escola dos Mortos traz muito mais profundidade do que aparenta. Não é apenas um romance sobrenatural. Pra falar a verdade o romance, para mim, não é o ponto alto da história, ainda que seja um dos principais, senão, o central; para mim o tiro certeiro de Karine foi a construção de uma mitologia envolvendo a Morte - esta uma entidade poderosa, entretanto, não absoluta. Um ser passivo de impulsividade, desejo e egoísmo. O próprio mecanismo de funcionamento da Escola é questionado em determinado momento e tal reflexão fez-me comparar com o poder de manipulação exercido por veículos midiáticos - cof, mídia brasileira, cof. 

Se ainda não consegui te convencer a dar uma chance para a história, lá se vai outro aspecto que me fez amar a construção da trama: os personagens. A autora soube como dar voz a cada um deles. Cada um, à sua maneira, tem o que oferecer à trama, tem algo a mostrar. São únicos! Me fez lembrar daquela turma do colégio, onde cada um é peça fundamental para o grupo 💕

A única ressalva que tenho a fazer é sobre traços da personalidade de Luka (sua arrogância/possessividade me deixaram incômoda em alguns momentos), que inclusive compartilhei com a Karine. Mas suas ações me surpreenderam nas últimas páginas, abrindo espaço para dar uma aquecidinha no coração.

Se você já conhece a história que tal ajudar a autora dando sua opinião e compartilhando-a? Além do retorno em saber que sua trama vem sendo apreciada, ajudamos Escola dos Mortos a chegar aos olhos de alguma editora \o/ 

E se ficou curioso/a, clica no título em negrito no início da resenha e dá uma conferida. Depois, corre aqui no blog (ou no instagram) e me conta o que achou. Vou amar saber e discutir sobre suas impressões 😘💚

Beijo estalado na bochecha e até mais! 




{C.Schreave}

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