sábado, 29 de outubro de 2016

Robert E. Howard, dois contos de horror


"Não se via nenhuma luz passando pelas janelas, nem no andar superior nem no térreo. Parecia deserto. Mas o covil de um escorpião sempre parece deserto, até que a morte silenciosa ataque de súbito."

Página 140

Eh! quase acabando outubro. Mês do Horror \o/

Primeiramente queríamos mandar um abraço pra Tatiana Feltrin, porque inspirados nela que começamos essa história de Mês do Horror aqui no blog.

E o que temos pra hoje? Alguns contos de terror do Robert E. Howard, e como todas as outras vezes que citei o nome dele tenho que dizer que é o autor do Conan, o Bárbaro. Ok, vamos para os contos.

Vou falar só dos contos que achei mais interessantes dentre os que formam o livro publicado pela Martin Claret: Rosto de Caveira, os Filhos da Noite e outros contos (bem curto esse título).

Ficha Técnica

Título: Rosto de Caveira, Os Filhos da Noite e outros contos

Autor: Robert E. Howard

Editora: Martin Claret

Tradutora: Bárbara Guimarães

Ano: 2013

Páginas: 305



1. O aterrorizante toque da Morte

Um conto curto que vai tratar... pelo título nem dá pra saber, não é meixmo? 

Falred está sozinho num quarto à luz de uma lamparina, olha um corpo sob o lençol. Lá está ele solitário fazendo a vigília de Farrel, um "velho severo e mal-humorado, que não tinha nem parentes nem amigos e que raras vezes deixara a casa onde tinha morrido" (página 272). Uma noite inteira para pensar... na própria morte? 

O autor vai construindo a tensão, gerando aquele desconforto que temos ao olhar para uma pessoa morta, ainda maior pela ideia de ter que vigiá-la sozinhos por uma noite. Entregues ao próprio medo... Enlouquecedor. 


"O rosto de Adam Farrel o mirava cegamente, os olhos mortos arregalados e vazios, emoldurados pelas feições cinzentas e retorcidas. (...) como se, sob o disfarce da escuridão, uma mão morta tivesse afastado o lençol, como se o cadáver estivesse querendo se levantar da cama... 

(Página 273)


2. A serpente do sonho

"há uma coisa, puro produto da imaginação, que me persegue desde a primeira infância. Um sonho!" (página 228) Esse sonho ocorre na África, num imenso campo, em uma casa sobre uma colina. De novo o isolamento.


"Mas o sol se pôs e a escuridão está se espalhando pela pradaria. E, em algum lugar lá fora, à espreita na grama alta, está aquela coisa terrível... aquele horror. Meu Deus!"

(Página 231)

Há uma serpente no sonho olha o título aí que o persegue. No entanto, o pior é quando sonho e realidade começam a se confundir, já que ele está contando para os amigos sobre esse pesadelo em uma casa parecida com a que ele vê enquanto dorme. Noite após noite a serpente se aproxima.

O melhor desse conto, além de ele ser em primeira pessoa, é o fato de o "monstro" jamais aparecer realmente, o que torna a situação muito pior. Um inimigo que você vê é mais fácil de enfrentar na teoria.


Era isso. Bons sonhos, pessoal :)

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