sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O caçador de pipas (livro)

Aiai...

Esse é outro daqueles textos difíceis de fazer, porque tenho tanta coisa pra aprender e queria falar tantas outras. Mas vou fazer aos poucos, igual a resenha sobre Jurassic Park; lá dividi em 100 em 100 páginas, aqui o próprio livro tem uma espécie de divisão temporal que vou já explicar.


Uma cultura diferente é sempre algo bom pra conhecer. Saindo um pouco da literatura que nos desce a goela vinda dos USA ou da Inglaterra. O livro foi publicado em 2003 e foi a estreia de Khaled Hosseini. E virou filme em 2007, lembro de ter assistido, mas minhas lembrança dele se resumem a explosões e uma cena pesada com crianças.

Enfim, sobre o que a história vai tratar? Afeganistão, pipas, muçulmanos,  preconceito, amizade, opressão, submissão, crianças, sacrifício. Você aprende que persa (ou farsi, ou de acordo com a Wikipédia dari) é a língua do país, que a capital é Cabul, e várias palavras ^^

Antes de mais alguma coisa que tal quebrar uns ideias que temos, pelo menos eu tinha:

Mohammad Ismail/Reuters (retirado do Exame.com)

Isso também é o Afeganistão.

"O que é que tem essa foto? ...um minuto, o que é isso branco no chão?" É neve! Lá também tem neve... vivendo e aprendendo. Vamos ao livro:

1975 - Infância

A primeira "parte" do livro pega o personagem principal, Amir, com 12 para 13 anos. Você olha pro primeiro capítulo e sente aquela bad vindo, lê o segundo e... a merda da criando forma.

Não posso esquecer de comentar que o livro é na primeira pessoa, ou "seje" a história que vamos ver imparcial que não é. Dá muita pena do Amir na relação pai-filho, o menino tenta muito agradar, muito mesmo. O pai até é boa gente, o problema é que ele quer que o filho seja uma continuação dele próprio, aí lasca...


"As crianças não são cadernos de colorir. Você não tem de preenchê-los com suas cores favoritas."
Página 29


Mas o livro é um jogo de amor e ódio. E dá raiva na relação do Amir com o melhor amigo, ou como ele fala com o "empregado", Hassan. Vemos a diferença de classe social sendo agravada com a diferença entre povos e religiões, ou melhor, entre correntes muçulmanas.

É com Hassan que vemos a passagem hereditária da pobreza, "filho de peixe peixinho é" e só isso que pode querer ser... "Não!" Parece que a sociedade quer manter todos nas mesmas posições, sob controle, tentar mudar será encarado como uma blasfêmia, ridículo tentar... "Não!" ì_í

"Ouvi-lo dizer isso me deixou triste (...) Pelo fato de aceitar que ia crescer naquela cabana do quintal, exatamente como tinha acontecido com seu pai."
Página 64

Aí chegamos na fatídica cena do... melhor irmos para a próxima etapa na vida do Amir.

1981 - Nupcias 

Algumas coisas boas, outras nem tanto...

O principal acontecimento nessa parte da história é a invasão do Afeganistão por tropas soviéticas. Um pouco de Guerra Fria. Refugiados. Explosões. Mortes. Então as tropas da URSS se retiraram, e entrou em cena o Talibã junto com uma guerra civil. 

2001 - Bismillah

É a oportunidade de concertar os erros da infância. É o momento de...

Chegamos num ponto onde me detenho porque qualquer coisa pode ser spoiler. =D

Daqui pra frente é só golpe pesado.


Então... fui.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Pois vá se preparando porque a gente segue o personagem (Amir) por um pedaço da vida dele, vai se apegando não só a ele, mas aos que estão em volta também, fica torcendo por eles, fica triste, com raiva, às vezes feliz e melancólico ao mesmo tempo, "são muitas emoções" =)

      E tem o fator: cultura diferente, que em alguns casos nem é tão diferente da nossa assim. Espero que você adore ainda mais o livro quando ler.

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