quarta-feira, 18 de maio de 2016

Grifo Nosso: Kafka


Aaatchim!

Voltando a falar sobre Kafka, desta vez sobre um texto chamado Diante da lei, que foi inserido no livro O Processo ("resenha" aqui). Juro que vou ser breve pra não ser chato :P


"diante da lei está postado um guarda. Até ele se chega um homem do campo que lhe pede que o deixe entrar na lei. Mas o sentinela lhe diz que nesse momento não é permitido entrar. O homem reflete e depois pergunta se mais tarde lhe será permitido entrar. 'É possível', diz o guarda, 'mas agora não.' A grande porta que dá para a lei está aberta de par em par como sempre, e o guarda se põe de lado; então o homem, inclinando-se para diante, olha para o interior através da porta".


Ok, você tem acesso à lei, a porta "está aberta de par em par como sempre" e por que você não entra? Algo acessível não é apenas te colocarem diante dessa coisa, tem que haver todo um paranauê pra garantir a efetividade disso. Não adianta lá muita coisa demorar 22 anos para resolver um problema... a menos que o processo seja contra você, é claro :)

Outra coisa que atrapalha o acesso à justiça é a falta de informação, várias pessoas não conhecem o que podem fazer. Ex: numa compra pela internet você tem 7 dias do recebimento pra falar "Humm, não quero mais" e desistir da compra sem problemas. Mas pra que contribuir com isso se a ignorância é mais fácil de controlar?

Que tal um exemplo (avisando que esse exemplo não é meu)? Em cada loja tem um Código de Defesa do Consumidor, ou pelo menos é para ter, certo? Pois bem, se você for atrás de o que fazer se o produto tiver um defeito, não vai encontrar destacado DEFEITO DO PRODUTO, vai encontrar FATO DO PRODUTO, é assim que ele chama um defeito...(ZZZzzzZZ) ainda tem alguém aí? Então... como faz?


"'Diz-me', fala o homem, 'se todos desejam entrar na lei, como se explica que tantos anos ninguém, além de mim, tenha pretendido fazê-lo?' O guarda percebe que o homem está já às portas da morte, de modo que para alcançar o seu ouvido moribundo ruge sobre ele: 'Ninguém senão tu podia entrar aqui, pois esta entrada estava destinada apenas para ti. Agora eu me vou e a fecho'."

'té mais.

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