quinta-feira, 14 de abril de 2016

A Girl Walks Home Alone At Night



Uma garota sombria caminha pela noite (como o título ficou em português) é um filme de 2014. Ainda não sei o que pensar dele, mas acho que gostei... Então, resolvi escrever este texto de uma forma diferente, achei melhor fazer no estilo de uma lista, mas não são “10 motivos pra você assistir/ou deixar de assistir ao filme”, vou só apontar umas coisas do longa e você se vira:

Preto e Branco. Gosto muito da estética de filmes assim, talvez seja o contraste das coisas, acho muito bonita a fotografia desse jeito, se você não gosta de filmes pretos e brancos tenho a impressão que terá um problema ;)



Umas paradas. Arash é um rapaz que sofre pra lidar com o pai viciado em heroína e todo endividado e cheio das abstinências. Aí temos traficante/cafetão, vampiros, prostitutas, travestis dançando com um balão... 

Vampira de burca que anda de skate. Oi? Pois é... Tem uma vampira que usa a burca como uma capa, o que mais é preciso? Só se ela andasse de skate... ops.
Obs: Vi agora que não é burca, é chador (que é o que não esconde o rosto, ao contrário da burca).



Iraque.  O filme se passa em uma cidade iraquiana fictícia chamada Bad City ‘-‘ uma curiosidade que encaixa aqui é que a diretora (Ana Lily Amirpour) é descendente de iraquianos.

Língua Persa. Essa nem eu sabia. Fiquei um tempo tentando descobrir que língua era aquela, “hã? O que ele tá dizendo, tô muito longe de saber qualquer coisa aqui”, então a curiosidade me levou a pausar e pesquisar... acho muito legal assistir filme de línguas diferentes, mas se você se incomoda realmente, nada que uma dublagem resolva (pode até procurar o áudio em inglês e fingir que tá tudo bem se você é daqueles que fazem tanta questão). 


Personagem feminina. Já pode esperar um contraste entre uma vampira que é quase a liberdade sexual feminina, e uma mulher com um chador a cobrindo e a “reprimindo” (colocar entre aspas porque pode ofender alguém, vai saber)... O filme pra mim fala de liberdade feminina, o que já dá para ter uma ideia pelo título, dependendo do conceito que você tem pode até chamá-lo de feminista. Na repressão sufocante de toda uma cultura, de uma sociedade sobre você. Outro fato interessante pra falar é que a vampira anda pela noite dando uma de justiceira (“I’m Batman”).




Experimental. É o primeiro longa-metragem da diretora, e achei o filme tão artístico, que merece um (além do filme ter algumas camadas: às vezes temos uns galhos secos que ficam fora de foco pra aparecerem umas bombas de petróleo, que talvez signifique a natureza VS a industrialização ou mesmo por causa do movimento repetido das máquinas essas cenas mostrem a monotonia que os personagens estão). Não é aquele filme que você diga “nossa como ele é comercial, vai vender pra caralh...”.

Pulp fiction. Algumas cenas me lembraram do filme do Tarantino, o negócio da droga, e a menina fica dançando, tem vinil, o corte de cabelo da garota parecido com o da Uma Thurman.



Romance/ terror. É, tem um pouco dos dois. Sendo breve nesse ponto: queria mais do segundo, e por que tem que ter o primeiro, mesmo?

Cena do dedo. Uma das melhores cenas do filme em minha opinião; melhor eu tomar cuidado pra não falar muito =D

E é só isso... 'té mais...... Seria bom colocar o trailer:


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