sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O Cemitério (Pet Sematary) – Stephen King (o livro)


“ — Meu bem — disse ele —, se dependesse de mim, Church viveria cem anos. Mas não sou eu quem dita as regras.
— Quem é então? — ela perguntou, e com infinito desprezo acrescentou: — Deus, não é?
Louis reprimiu o ímpeto de rir. Aquilo era bastante sério.
— Deus ou alguém — disse ele. — Os relógios também param... Isso é tudo que eu sei. Não temos garantia de nada, querida.”

Pág. 46

Eu tava decidido que não ia escrever este texto, porque a gente já tinha gravado um vídeo pro Mês do Horror sobre o Stephen King (aqui), então não havia necessidade. Mudei de ideia, e este texto nasceu \o/

Esse foi o primeiro livro do King que li; sim, ainda não tinha lido nada dele, me julgue, e já percebi uma coisa: ele gosta de criar o ambiente, é sério e não tô falando de descrições do local que passam folhas e folhas pra descrever o chão, não é isso, e que fique bem claro! Tenho a impressão que é uma “marca” do autor, quase 80% (ou um pouco mais, vou me arriscar a dizer) é dele montando a atmosfera, envolvendo o leitor, explicando devagar como funciona a “mitologia” da história, como funcionam os personagens, pra no fim ter o corre-corre-corre-mata-todo-mundo; parece que o King quer que o leitor esqueça que tá com um livro de terror nas mãos pra pegar ele desprevenido. 



Hey ho, let’s go

Até agora não escrevi nada da história, vamos começar logo. Mãe, pai, dois filhos e o gato Church, mas pra quem não tem intimidade com ele ainda: Winston Churchill (o nome foi tirado do primeiro ministro britânico que fez a declaração de guerra contra o Japão na 2ª Guerra Mundial, pra que contextualizar? Só pra não deixar meu esforço de pesquisar isso ter sido em vão).

Ok, essa gente toda tá se mudando pra uma casa nova meio que afastada das outras, e de quebra é na beira de uma “ruduvia” por onde passam muitos caminhões. Temos vizinhos novos (casal de idosos), e um cemitério onde as crianças da região usam pra enterrar seus animais de estimação, depois desse cemitério temos outro que é onde o bagulho fica louco de verdade. Cemitérios indígenas... quando esse povo de histórias de terror vão aprender a não mexer?



Acho que não há problema em dizer que é um livro de zumbis, olha vejam só, surpresa! O Cemitério me lembrou dum conto do Poe chamado O Gato Preto, e o conto A Mão do Macaco, o autor não lembro agora, e to com preguiça de pesquisar :) Lembrou bastante.

Chegou a vez da frase que deve ser a mais famosa e repetida do livro:

“ — O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis — murmurou o moribundo. — Um homem planta o que pode... E cuida do que plantou.”
Pág. 71

Sete palmos

O livro tá todo mergulhado no Luto, desde o começo vemos personagens com medo da Morte, querendo negar que é uma realidade, chegam até a sofrer por antecipação. É basicamente, como lidamos com perdas. Tem gente se culpando pelo que aconteceu, e tentando com que tudo volte ao que era, mas não dá, não é a mesma coisa. Aqui entra os zumbis e a ideia do livro que há algo pior que morte, se você não conseguir deixar que o outro parta...

Depois dessa parte um tanto reflexiva e triste é melhor largar esse texto. 
Até a próxima...



Obs: é W. W. Jacobs o nome do autor d’A Mão do Macaco, eu não lembrei, fui pesquisar no Google mesmo.

Obs: Vale dizer que tem um filme de 1989 do livro (Pet Sematary ou Cemitério Maldito); e tem música do Ramones também... sejam felizes.

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