sexta-feira, 31 de julho de 2015

Sobre Lucy...



Pelo titulo você, meu caro Grifo, pode pensar nessa moça aqui:



E vocês não estão errados, mas vamos falar de alguém diferente...




Lucy é uma jovem que se mudou para estudar na Coréia do Sul, mas errou feio, errou rude, ao aceitar o pedido de um cara que ela conhecera a uma semana para entrar em um hotel e entregar uma mala a um homem chamado Mr. Jang, que na verdade é um mafioso e traficante coreano, que a transforma em uma mula (pessoa que transporta drogas em seu corpo) ameaçando sua família.



O que acontece é que a substancia CPH4 que é usada como droga para lucrar pelos traficantes, acaba por vazar dentro do corpo de Lucy, e de acordo com a logica do filme, desencadeia o rápido desenvolvimento cognitivo da moça, Já que essa substancia tem esse fim biológico, mas lembrando que essa é apenas a logica do filme. Pelas minhas pesquisas essa substancia existe sim e as informações do filme, de que as gravidas a produzem em pouca quantidade, estão corretas o ponto de duvida é o dos efeitos e do tempo que eles levam para se manisfestar.




A primeira questão que me veio a mente quando estava assistindo e que creio que tenha sido de intuito do diretor é: "O que faríamos com o total domínio de nossos cérebros?"

Na verdade o filme passa uma mensagem logicamente bonita, tem um momento em que a pernagem principal diz que com a percepção ampliada notou que os desejos egoístas são primitivos, e se fizermos uma interpretação bem profunda mesmo podemos pensar que a violência (que inclui roubos e assassinatos) poderiam se encaixar nesses desejos egoístas e que, uma vez mais inteligentes, menos violência existiria dentro da sociedade humana.

Claro isso é só uma interpretação, algo que o roteiro sugeriu, já que transformou Lucy em uma "quase super heroína", que foi caçar e prender os traficantes ao invés de mata-los por simples desejos humanos de vingança.

Outro ponto muito interessante é que se trata de um filme de ação e ficção cientifica com uma mulher como protagonista, na sociedade machista em que vivemos esses não são muito comuns, mas quando aparecem destroem nossos forninhos, Não é mesmo Tarantino e Thurman?


A atuação da diva maravilhosa da Scarlett Johansson já não é surpresa, ela cresceu muito como atriz e o personagem Lucy ilustra muito bem isso, enfim como eu estava dizendo, o roteiro do filme faz uma comparação entre a primata Lucy e a humana Lucy, ambas pioneiras em descobertas de novas funções de seus cérebros e melhor domínio de seus corpos, cada uma em sua configuração temporal e social. Claro que a ideia envolve uma gama de implicações, afinal são milhões de anos, mas é muito pertinente e inteligente. As Lucy's mandam! VLW FLW!
ATENÇÃO: as cenas a seguir podem te fazer "xonar" e explodir seu forninho!



Uma pausa para a zoeira:



Pronto! Agora voltando; são incríveis as possibilidades que o filme traz, em relação aos poderes que teríamos se desenvolvêssemos nossa capacidade cerebral mesmo que um pouco a mais que os 10% que já temos; os "poderes" de Lucy são gradativos e proporcionais ao domínio que ela passa a ter de seu cérebro, ela aprende tudo de tudo mesmo, telocinese, física quântica, medicina, engenharia, além dessas bobagens, o mandarim. Claro que existem outras habilidades "fodonas", tipo essas:










Todos os atores foram fantásticos, o nosso queridíssimo Freeman também teve uma participação maravilhosa, mas seu papel foi mais para situar o telespectador na questão cientifica do filme e pra ficar impressionado com os novos poderes de Lucy, mas creio que o Professor Norman foi perfeito em seu posto.
Sobre a critica da Lucy acerca da pesquisa que ele levou 20 anos para escrever...



Outro ponto que me chamou a atenção nesse filme e em um dorama coreano, foi a questão do retrato que ocidente tem que passar do oriente e vir-se versa, em Lucy o Mr. Jang, que é interpretado por um ator que eu não conhecia, mas que vou acompanhar, chamado Choi Min - Sik, é um traficante um "vilão" digamos assim; além do Jackie Chan e Jet Li não lembro de boas imagens de asiáticos no cinema ocidental. é a mesma coisa na mídia asiática, raramente se tem uma boa figura dos ocidentais, sempre violentos e impulsivos, principalmente os estadunidenses; e as pessoas imaginando que a guerra fria acabou...
Nesse ponto creio que o fato desse trabalho de equipe entre pessoas de diferentes nacionalidade na produção desse filme mostra que estamos dando mais um passo para mudar esse quadro.



Mas notei também que a Coréia do sul ganhou um espaço notável aqui no ocidente, depois dele, o todo poderoso, o todo gostoso, o indestrutível... Mushu! Não, pera... #TioPSY #Divo


Em síntese o filme me deixou muitos questionamentos e uma ótima impressão, para além disso e se existir mesmo um ou mais deuses, não poderiam ser eles humanos que aprenderam a usar 100% dos seus cérebros? Uma vez ouvi de um amigo pagão, que todos nós somos deuses por dentro, só não sabemos disso ou esquecemos ao longo do tempo, quem sabe? o que vocês acham? Ok, parei com as perguntas! Mas, comentem o que vocês acharam e me respondam também.


Ficha técnica do Filme:
Titulo: Lucy
Diretor: Luc Besson
Gênero: Ação; Ficção cientifica
Nacionalidade: França
Ano:2014
Elenco: Scarlett Johansson; Morgan Freeman e Choi Min Sik dentre outros

Ate a próxima meus amores! <3

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