sábado, 30 de maio de 2015

Romances de época

Hey ho, let's go \o/

A equipe do Parágrafos foi hoje (30/05) ao evento Romance de Época, com brindes da Editora Arqueiro, dentre os quais estavam livros da modinha, ecobags, leques (do Centro de Artesanato) que não ganhamos, mas no geral foi ate legal. Tiveram cosplays também :)

Na verdade, nós já tivemos uma experiencia ruim com eventos aqui em nossa cidade, que está claramente despreparada para receber e promover esse ou qualquer outro tipo de evento;  outro ponto que foi chato, foi o fato de o evento ter sido mais uma propaganda do que uma discussão sobre a temática, para resumir: foi mais um encontro de fãs do que um evento literário em si.

Emfim, esperamos que no futuro estejamos melhor preparados, tanto estrutural quanto intelectualmente, porque não basta reproduzir discursos, e sim incentivar o senso crítico em nossos leitores.

Cadê tu Austen? Que só foi citada, e não voltou para nos fazer feliz!






PS: Dessa vez não teve "senta aqui no meu chão", tivemos cadeiras para todos.


Três por um, Cérbero


     Para que serve um cachorro de três cabeças? Não sei. Seria um bom vigia, talvez... Uma das funções dele, além de atormentar os que “viviam” no Hades, era impedir que saíssem de lá (o que é o Hades? É a morada dos mortos para os gregos, não só o inferno, por favor, o paraíso também estaria lá).

     Imagine como seriam três cabeças em um corpo, três formas de pensar, uma querendo sobrepor à outra. Que inferno seria. Já é difícil lidar só com a gente. Se às vezes nos perdemos em nós mesmos; indecisões, medos. O que é melhor de se fazer primeiro se é tantas as opções, tantas consequências, tantas frustrações a se evitar? Como conciliar as várias faces de nós mesmo, os vários planos? E às vezes ainda colocamos um Cérbero na porta nos impedindo de sair, que fofo (e essa piada cretina de Harry Potter...?).


     O pior é que esse “inferno interno” não acontece só com uma pessoa, como indivíduo, pode também ocorrer em um grupo, seja lá para que essas pessoas estejam juntas, muito difícil que sempre suas ideias coincidam, aí corre o risco de vir um Cérbero e estraçalhar tudo. (Se ainda estiver esperando por uma resposta nesse texto,saiba que aqui quase só faço perguntas).

     Estamos fazendo essas reflexões usando da mitologia, se se interessou temos outros textos:




OBS: Na pesquisa que fiz (que confesso que foi rápida), vi que Cérbero significa “demônio do poço”... Por que isso?



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mães Loucas: Margaret White!












Olá estrelinhas! Como o mês de Maio ainda não acabou vamos falar das mães loucas da ficção, que vamos combinar, são fichinha perto das mães loucas da realidade. >.<





Antes de mais nada gostaria de salientar que vou falar da personagem Margaret White baseando me estritamente nos filmes (assisti as três adaptações cinematográficas da obra de King) e em uma resenha do livro.





Então gente, a queridíssima Magi White, é uma mulher que como muitas outras teve uma gravidez que a principio era indesejada só pelo namorado, que fugiu ao descobrir que sua mina esperava um bebê.














Magi criou sua filha, Carrie, dentro de uma doutrina católica que já entrava na categoria fanática hard core, não permitindo que a garota que já tinha problemas na escola, não podemos dizer que era popular, conseguisse ter uma adolescência normal, na medida do possível.

Uma mulher que tinha muitas culpas e arrependimentos, e que buscava desesperadamente fazer com que a filha fosse o que ela não conseguiu se tornar, mantendo a garota em uma disciplina rígida, cheia de orações para demostrar seu arrependimento.










Quando sua filha pelo maior constrangimento que uma garota de 16 anos pode imaginar, que foi ter sua primeira regra no banheiro publico da escola, a gata mando uma frase parecida com essa:


“Deus manda as regras todo mês para lembrar as mulheres do pecado de Eva.”




Quando Carrie começa a se comportar com uma adolescente normal e depois a mostrar seu elemento X... Quero dizer, seus poderes psíquicos sua adorável mamãe tenta mata-la e não só uma, mas duas vezes, numa tentativa de “fazer o que era melhor para Carrie” resultado disso é que Carrie mostrou a sua mãe como ela usava seus poderes. E ficou mais ou menos assim:






Bem, é isso pessoinhas, espero que tenham curtido! Bjoo e ate aproxima. ^^



Fonte:

Psychobooks - Carrie: A estranha.

domingo, 24 de maio de 2015

Com o mundo nas costas de novo, Atlas?


     "Atlas: aquele negócio de mapas?" Tam...bém... No entanto, hoje não vamos falar desse Atlas,vamos lá: após uma batalha entre os Deuses do Olimpo e os Titãs, que saíram perdendo, Zeus (o jovem Senhor do Olimpo) prendeu seus inimigos no Tártaro. Mas, para Atlas, Zeus deu um castigo especial: o de sustentar nos ombros o firmamento. E essa é tecnicamente a parte da lenda que nos interessa, por enquanto...



     E cá estamos nós: atarefados, pensando que conseguimos carregar o mundo nas costas, sem tempo para quase coisa alguma fora do trabalho-rotina. E assim, sobrecarregados, dormindo pouco nos esquecemos de uma coisa bem importante... reflita com a tirinha:



terça-feira, 19 de maio de 2015

Tá vadia ainda, Medusa?


     Acho que muita gente já pelo menos ouviu falar na Medusa, “aquela mulher com cobras no cabelo e que transforma em pedra quem olha para ela”, isso. Pois bem, numa das versões da lenda ela era um ser de muita beleza (pera aí, bonita? Tem certeza?), sim, muita beleza, tanta que além de atrair o desejo de alguns mortais, de quebra, (tentando não usar a piadinha escrota de “fisgou”) capturou o interesse do Senhor dos Mares... que começou a cercá-la (a perseguir, talvez), chegando ao ponto de, em um templo de Atenas, Poseidon estuprar Medusa, enquanto ela pedia ajuda para a Deusa, que após dar uma de “voyeur” fez o que alguns fazem ao encontrar uma mulher estuprada: pôs a culpa nessa sem vergonha que fica se amostrando por aí, e ainda jogou uma maldição nela;  aqui surge a Medusa como muitos a conhecem hoje (eba! Eba?), um monstro com um potencial enorme para histórias de fantasia, livros, filmes, jogos...



     “E qual a razão desse texto?” Só pra parabenizar a humanidade, que com aquela ideia (se não me engano chamou muita atenção no ano passado, vulgo 2014) de que roupa curta = autorização para ser estuprada, tanto nos afastou da Medusa, finalmente paramos de confundir vítima com culpado. Ainda bem que da Grécia antiga para cá evoluímos bastante nesse quesito... não é mesmo?


     Na verdade o intuito desse texto (e talvez de outros) é mostrar de alguma forma um paralelo da Mitologia (não só a grega) com hoje... Até a próxima.


OBS: essa cacofonia não agrega ao texto, mas vou deixar aí mesmo assim...

Historietas Assombradas (para crianças malcriadas)



Eu tinha visto esse de desenho na TV, e tinha gostado do humor, mas sempre me esquecia de pegar o nome dele... até que descobri \o/ e resolvi assistir alguns episódios... e é bem legal, pode ter uma coisa ou outra que não acho tão assim, mas no geral é muito bom o Historietas Assombradas, para crianças malcriadas.

“E do que trata esse negócio mesmo?” A animação (criada por Victor-Hugo Borges) tem na sua temporada 14 episódios (de uns 11 minutos cada), e em cada deles, que são independentes entre si, os personagens (a Vó, Pepe, Marilu etc) vão ter algum problema e alguns monstros no meio disso, melhor pôr “monstros”...

Se não me engano a faixa etária é de uns 11 anos (mas faixa etária é besteira), a animação é bem legal, é uma coisa meio macabro e bem humorado... ok, ok, se ainda não entendeu toma uma sinopse então:

Pepe é um garoto malcriado e preguiçoso de onze anos, que mora com sua avó, uma velha bruxa, e trabalha como entregador para ela, cujo trabalho é vender artefatos e poções mágicas pela internet. Os produtos criados por ela, levam Pepe, seu cão Ramirez, e seus amigos Marilu, Roberto, Guto e Gastón (gêmeos siameses) a enfrentarem monstros, espíritos e toda espécie de criatura sobrenatural.


Sim, tirei essa sinopse da Wikipédia, porque (preguiça) minha intenção com esse texto aqui era só falar um pouco da animação e das minhas impressões; vamos a elas. O que mais me chamou a atenção foi ser uma animação brasileira, não por aquela ideia besta de “nossa, quem diria, ao menos uma coisa legal feita por um brasileiro”, achei interessante esse fato muito mais pela proximidade de algumas piadas, o desenho tem inúmeras referências a filmes (tem Jurassic Park, uma massagista fantasma que é a cara da Samara), a músicas, a livros, a lendas, a jogos, mas nisso tudo ainda tem um gostinho brasileiro. 



Ia me esquecendo de colocar o trailer:


P.S: o sapo do "Hello, my baby" (que aparece no final do trailer, com os olhos e a boca costurada: "você sabe o que acontece com quem grita") me assusta... e é que ele mal aparece.



Editado no dia 10/06/2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Diz mamãe, ma-mãe... Kevin


Alerta: talvez esses parágrafos contenham um moderado índice de spoiler, você foi avisado.

     A escolhida para a categoria de mães com filhos insanos foi a Eva. “Ah, é mesmo, ela é mãe, nem lembrava, e o Caim matou o irmão, não foi?” Não é essa aí, não. É a Eva mãe do Kevin (Precisamos falar sobre Kevin).  Mas, pra falar a verdade não sei se fizemos uma boa escolha, porque ela não queria ser mãe, não aceitou que era e ainda tentou resistir, encarou o filho como um fardo, e a maternidade como algo que acabou com a felicidade dela; não importa, vamos aproveitar a oportunidade: feliz dia das mães a você que pariu, criou, adotou, amou, ou nenhuma das opções anteriores, mas é mãe mesmo assim... pera, sinceramente... dia não, já passou. Feliz mês das mães! Sabemos como é difícil lidar com essas crias de gente, com esses Kevins.




     O filme (só vou falar sobre o filme, pois não li o livro) é muito bom, sério, acho que uma das coisas que mais gosto nele é a falta de tempo linear, os fatos vão sendo apresentados por meio de flashbacks, e vão se misturando.

     Bem, vamos ao que interessa, sendo bem breve, a história de Precisamos falar sobre Kevin é sobre um... psicopata, no entanto, ela é contada do ponto de vista da Eva, vulto mãe dele, o que já é uma abordagem que sai um pouco do comum; daí vemos o Kevin crescendo, vemos que tem algo estranho com essa criança, que vai dar merda, mais para frente as pessoas culpando a mãe pelo o que o filho se tornou, e até ela se culpando por isso, se escondendo, tentando evitar algumas pessoas.



     E... acho que já está bom, falar mais é desnecessário para esse texto. Fica indicado esse filme, assista se não assistiu. 


OBS: vermelho, vermelho, vermelho.

sábado, 16 de maio de 2015

12 anos de escravidão







Imaginem que vivem suas vidas normalmente, aquela mesma rotina, um dia você é chamado(a) para um trabalho muito bom em que pode mudar sua carreira e então não perde a oportunidade e vai se encontrar com os contratantes e depois de beber alguns drinks você acorda sabe –se lá quanto tempo depois e se vê acorrentado na condição de um escravo traficado ilegalmente, você conseguiu imaginar? Pois é, eu também não. E em homenagem ao aniversario da abolição da escravatura no Brasil vamos falar sobre 12 anos de escravidão?




Ficha técnica:
Titulo: 12 anos de escravidão
Diretor: Steve McQueen
Gênero: Drama, histórico
País: E.U.A.

Ai o leitor vai levantar a mãozinha e perguntar coisas como: “Mas, o dia 13 de maio não já passou?” ou “Mas, a comemoração é da abolição no Brasil e não nos Estados Unidos, não é?” Primeiro: desculpem, é fato que a data oficial já passou, mas por falta de tempo não pude postar no dia “oficial”, e essa data deve ser comemorada todos os dias, porque lembra o que os nossos antepassados sofreram e que poderíamos estar sofrendo ainda hoje;


Segundo esse regime abominável foi a mesma droga em todos os lugares e com diferentes povos, lembrando que escravos não são só negros, e que escravidão sempre existiu na historia humana (espécie chula na minha opinião).


Para começar acho legal explicar que os Estados Unidos da América, foi uma colônia escravista assim como o Brasil, e o ser humano está propenso a todo tipo de conduta, o que diferencia é o incentivo que se dá a esses seres humanos; Nos E.U.A. existiu uma divisão, uma divergência de condutas acerca de questões politicas, econômicas e principalmente com relação a escravatura; sendo assim o pais se dividiu entre norte industrializado e contra o trabalho escravo, e o norte que ainda vivia de monocultura e com mão de obra escravista.









É nesse contexto que se passa a historia de Solomon Northup, eleconta no livro que escreveu depois de ser libertado, depois que foi confirmada a sua nacionalidade norte estadunidense; infelizmente essa humilde pessoa não teve acesso ao livro, por falta de dinheiro e de tempo.


Enfim o filme que contou com Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbend, Lupita Nyong'o e outros talentosos atores em seu elenco; baseado no livro 12 years a slave, conta a historia do já mencionado Solomon Northup, que viva como um homem livre no norte, mas um dia ao receber uma proposta de trabalho é drogado, sequestrado e traficado para o sul dos Estados Unidos, onde a escravidão ainda era uma realidade muito forte em 1841, período em que a historia se passa. Relatando toda a realidade cruel da escravidão o filme mostra todos os abusos que sofriam os escravos.









O que vi no filme foi um prato cheio para discussões a cerca do tema e a galera do meu curso (História) também, tanto que ate fizeram uma mesa redonda na UFRJ, mas isso é conversa para um tempo maior... A questão é que se parrarmos para pensar a ideia de que seres humanos serem escravizados está longe de nossa concepção; confortáveis em nossas vidas pacatas não nos dão conta que a escravidão ainda existe; que campos de concentração ainda existem na Coréia do norte, por exemplo; é muito fácil julgar e perguntar: “Mas, as pessoas sabiam e não faziam nada?” no caso deles era um costume social, para eles era natural. (não que isso justifique as atrocidades) mas e para nós que sabemos da conquista da ilegalidade?
















Com certeza é uma historia muito reflexiva acerca de nosso papel com seres humanos, nesse mundo de “sei lá quem”.


Ate a próxima gente formosa! ^^

terça-feira, 12 de maio de 2015

Mês das Mães!

Bom dia, meus amores! Estão todos bem? Esperamos que sim. Bom, sabemos que costumeiramente o Dia das Mães é comemorado no segundo domingo do mês de maio e, tecnicamente, já passou. Mas honestamente? O dia delas é todo e qualquer dia. Mães tem características similares, fazem o que estão ao seu alcance (e além dele) por seus filhos. Sacrificam suas vontades, desejos e necessidades em prol do amor à cria. 


Mas também é de nosso conhecimento que nem todas as mães sentem e agem dessa maneira, assustando não apenas sua prole mas qualquer um que as conheça. 

Também não podemos deixar de mencionar os filhos que dão um grande trabalho e são um tanto... Perturbadores. 


Pensando nessas variações de mães (E filhos!), a equipe do Parágrafos selecionou quatro "tipos" de mamães para apresentar a vocês ao longo do mês, sendo que cada categoria terá uma representante. São essas: "Mães com filhos insanos"; "Mães loucas"; "Mães corajosas"; "Mães me adota." 

Esperamos de coração que tenham curtido nossa proposta e contamos com vocês para nos acompanhar ao longo das postagens. Um abraço bem apertado para todas e todos <3

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tempos Passados? Tempos Modernos!

“Tempos Modernos. Uma história sobre a indústria, a iniciativa privada e a cruzada da humanidade em busca da felicidade.”

Nesse filme em preto e branco de 1936 vemos o vagabundo, personagem interpretado por Charles Chaplin, sendo um operário que surta devido ao excesso de trabalho e é despedido e preso...

O filme é mudo? Não... Arriscaria (mesmo não entendendo muito de cinema) em diz que ele é um meio termo entre o cinema mudo e o com som, porque tem trilha sonora, o barulho das coisas em cena e até cantoria, ao mesmo tempo que tem algumas falas escritas na tela em vez do som; na verdade, a voz humana só aparece, tirando o final, através de máquinas, como na apresentação da máquina automática de almoço que é gravada (mesmo tendo os vendedores ali presentes), ou como as ordens do dono da fabrica que são dadas à distância por meio de vídeo.



Tempos Modernos é visto como uma crítica ao modo de produção capitalista, baseado num trabalho preso à repetição, e alienante, onde o trabalhador vale bem menos do que aquilo que produz. O personagem principal tá tão absorvido em realizar aquela mesma função, inúmeras vezes e mais e mais rápido para gerar mais lucro que acaba (literalmente) entrando na máquina com a qual trabalha, ele acaba sendo engolido pelo serviço de todo os dias... 



Deixei pro final uma das coisas mais foda do filme: ele já começa com um tapa na cara de forma genial, que é a parte das ovelhas marchando, uma empurrando a outra, e com isso sendo levadas pelo fluxo da multidão (e no meio delas um indivíduo diferente: uma ovelha negra), tendo logo um corte para pessoas igualmente andando, uma massa de humanos indo para o trabalho... o que posso dizer mais? 1936? Esses realmente são tempos passados?


Fica aí a sugestão de filme e feliz Dia do Trabalho (ou o que restou dele)...


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